Pular para o conteúdo principal

Destaques

Onde está o Nilo?

       Porque ainda tenta escalar as areias do deserto? Sabes muito bem da paisagem que te aguarda. Não, não muito bem, mas bem o suficiente.      Sempre familiar o suficiente pra sustentar esquecimento, sempre diferente o suficiente para despertar o desconforto do desconhecido. Mas, é o desconhecido? Quantas moedas jogou para decidir qual lado vai, não lembra de onde veio a iniciativa? o deserto também esqueceu, ou será que ao menos tentou lembrar?      Por quatro linhas você pensa em chegar em algo, mas nessas quatros linhas não sabes aonde na linha você se encaixa. Coloque o dobro, o dobro do dobro disso, e não muda o diagnóstico da paisagem, nunca igual, nunca diferente, sempre outro monstro ao acordar.      Monstro não, não sei se cabe a definição de vida ao que te acorda com os olhos despedaçados e não sabendo se viu Jesus, o Diabo, ou uma paisagem. Ela é tão indiferente a você, mas ao mesmo tempo tão inconsequente a...

Anexo: Quanto mais estupido, melhor é

     Eu acho que o maior indicador de uma mudança  é quando você consegue olhar pra quanta merda tu fez até chegar à algo.

    Quem mira pelo muito certinho, pelo perfecto en todo y todos, acaba inevitavelmente olhando para os primeiros degraus e passos com um olhar amargo ou um sorriso largo acompanhado de risos. 

    Vergonha nada mais é uma consciência julgando a sua à momento anterior, não significa que seja melhor, mas com certeza é diferente, não existe uma reta para frente de qualquer forma, apenas aquelas que valem mais a pena olhar, porque nenhuma história é legal se tudo é feito a cristal e termina em cristais, sempre tem que ter alguém ou algo fazendo merda.

    Não creio que alguma entidade vá calcular os acertos ou os erros de alguém, tudo é subjetivo tudo é na base da crença do seu valor agregado a tal momento, que sempre depende de perspectivas honorárias apenas em nome, mas errôneas puramente por principio, então porque então ser à entidade?

    Então foi assim que fiz as paz com cada tropeço meu a custo de sei lá quantos tornozelos, e abracei que o meu eu de antes tinha uma infinitude a mais de ingenuidade em seus erros e que agora é o momento ideal da minha vida, aonde nada mais irei errar ou olhar com olhos arregalados e aguçados. 

    Para ir assim rir de novo do ser que era eu que talvez era mais prestativo, ou talvez era menos, mas quando o docinho de açúcar no fim de um corredor eternamente amargo, é que a batida continua completamente em procura e assim a procura demonstra seu valor real, maior do que a batida perfeita.

    Acho que não tem alguma nota melhor para terminar isso daqui, obrigado por lerem.

Postagens mais visitadas