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Destaques

Lançado ao mar

     A noite estava sóbria, embora não fosse essa a sensação que se traduzia a carne seca. Enquanto a mente do nosso rei perambulava aos mais extensos fins da consciência, buscando um temerário fim a seus pensamentos, brisava em seu arredor o temerário momento que lá ocorreu, embora perdesse a ideia de espaço a muito tempo atrás.     Pouco refletiu  em sua frenesi materializada que agora era realidade os motivos que o levaram a esse abismo, achava que ao voltar teria o tempo para enfrentar os milhares de corpos que proferiram as maiores bênçãos e maldições que podia imaginar.      Mas não, o ao redor deu lhe em suas veias uma súbita familiaridade, pela vegetação seca da vida ainda ressentia o ar ferroso de batalhas folclóricas recitada por loucos vendados pela rua, profetizando o apocalíptico fim do prefeito tirano que retirou seu barril de residência.     O sangramento azul contornava os passos largos e abatidos de Sebastião enquan...

Anexo: Quanto mais estupido, melhor é

     Eu acho que o maior indicador de uma mudança  é quando você consegue olhar pra quanta merda tu fez até chegar à algo.

    Quem mira pelo muito certinho, pelo perfecto en todo y todos, acaba inevitavelmente olhando para os primeiros degraus e passos com um olhar amargo ou um sorriso largo acompanhado de risos. 

    Vergonha nada mais é uma consciência julgando a sua à momento anterior, não significa que seja melhor, mas com certeza é diferente, não existe uma reta para frente de qualquer forma, apenas aquelas que valem mais a pena olhar, porque nenhuma história é legal se tudo é feito a cristal e termina em cristais, sempre tem que ter alguém ou algo fazendo merda.

    Não creio que alguma entidade vá calcular os acertos ou os erros de alguém, tudo é subjetivo tudo é na base da crença do seu valor agregado a tal momento, que sempre depende de perspectivas honorárias apenas em nome, mas errôneas puramente por principio, então porque então ser à entidade?

    Então foi assim que fiz as paz com cada tropeço meu a custo de sei lá quantos tornozelos, e abracei que o meu eu de antes tinha uma infinitude a mais de ingenuidade em seus erros e que agora é o momento ideal da minha vida, aonde nada mais irei errar ou olhar com olhos arregalados e aguçados. 

    Para ir assim rir de novo do ser que era eu que talvez era mais prestativo, ou talvez era menos, mas quando o docinho de açúcar no fim de um corredor eternamente amargo, é que a batida continua completamente em procura e assim a procura demonstra seu valor real, maior do que a batida perfeita.

    Acho que não tem alguma nota melhor para terminar isso daqui, obrigado por lerem.

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