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Destaques

Definhando em violetas

     Tivesse eu a chance de me arrepender, me arrependeria de muita coisa, mas não realizaria nenhum desses arrependimentos.      Pois em perrengues que me vinham que geravam outros perrengues que me fizeram um eremita obrigatório para a ironia divina me fazer descascá-los monte abaixo privilegiada aos olhos de deus numa casa de aquisição minha.      Pelas antiguidades dos corpos que moravam aqui me encontro e me ponho entre as fendas decadentes para não ser só meu, vendo os gritos que nunca tive desmoldarem entre as muvucas da existência que me afastam de entendê-la, tangendo em cinco linhas procurando humanas serem e de todas elas eu ser.      As redondezas de Decapitã não são assim entretanto. Pelas pontilhadas figuras que dão vida ao horizonte inundado de nuvens, vivendo coisas que mal lembro de serem, mas em seus movimentos alimentam o medo que tenho do meu filho.      Pela história de ser alguém me perdi pe...

CHOCANTE: JORNAL IMPRESSO AINDA EXISTE?

    Uma das escolhas de hábitos menos "modernas" que eu estou a acho que uns 5 meses é o - vivo e morto material real cortado de árvore - chamado "Jornal Impresso", que a reação de algumas pessoas ao não saberem que ainda criam essas belezuras cafonas (e empresas específicas para a entrega desses papéis que, aos olhos contemporâneos, são equivalente a peças de museus)

    Não minto que meu começo nessa trajetória veio muito mais pelo impulsivo ódio de hyperlinks de jornais que me pedem para pagar uma assinatura que, em minha derrocada moral, sucumbi ao nível de - além de pagar para tirar essa paywall - fui pagar pela a imprensa enviesada a ser falsiane (pela assinatura impressa mais barata que tinha)!!!

     Ainda hoje tenho alguns mistérios dessas 40 e alguma coisas páginas que eu recebo na porta da minha casa toda semana, como por exemplo:

    - Tem Jornal que fede mais (ou é o tapete pisoteado das mais nojentas variações de merda)?

    -  Porque tem dias que dobram ele no meio e outros que ele é dobrado em terços pelas bordas, formando um navio viking de 2 dimensões?

    Mas, de qualquer forma, além dessas cortesias do mistério do mundo, também tenho - após um conflito árduo de meus braços a como segura esse tipo de coisa confortavelmente -  tido bastante interesse de querer ler sobre o mundo e onde vivo por essas folhas "arcaicas", comparado ao acessar pela internet.

    Não é o jeito mais rápido de ver as noticias (porque é difícil escrever as notícias do dia antes desse dia acontecer), mas pra mim que na - espero eu - moda de outras formas de interagir com o mundo de formas não digitais, tenho nada a me arrepender de querer ter uma assinatura (tirando o fato que eu devia muito ter pesquisado sobre os jornais em vez de pular as vendas no primeiro que o preço me agradasse).

    Mesmo comparado à pagina da internet com todos os artigos ao alcance de um ou outro click, acho bem vantajoso essa "restrição material que o jornal impresso tem. Por não ter como único limitador o meu desejo (e uma mostra de escolhas algorítmicas que inevitavelmente limitam a minha paciência ao querer procurar um artigo), mas tendo em meu leque: Uma primeira página que funciona como um índice de um livro, algumas tantas folhas e alguns cadernos (que são só outras coletâneas de cortes de árvores amontoados), e a inevitável culpa pela falta de leitura de um treco que eu pago, o escritor polonês de temas sadomasoquistas tem mais chance de entrar no meu repertório de conhecimentos.

    Não acho que é do meu interesse querer fazer afronta a questão de "se jornais são confiáveis ou enviesados". Mas, na dúvida entre quais do jornal escolher, dos dois humilhadores da minha falta de assinatura para ler de suas matérias, os meus links declaram minha traição sem amargura do outro de cavalo e trombeta.

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