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Destaques

Definhando em violetas

     Tivesse eu a chance de me arrepender, me arrependeria de muita coisa, mas não realizaria nenhum desses arrependimentos.      Pois em perrengues que me vinham que geravam outros perrengues que me fizeram um eremita obrigatório para a ironia divina me fazer descascá-los monte abaixo privilegiada aos olhos de deus numa casa de aquisição minha.      Pelas antiguidades dos corpos que moravam aqui me encontro e me ponho entre as fendas decadentes para não ser só meu, vendo os gritos que nunca tive desmoldarem entre as muvucas da existência que me afastam de entendê-la, tangendo em cinco linhas procurando humanas serem e de todas elas eu ser.      As redondezas de Decapitã não são assim entretanto. Pelas pontilhadas figuras que dão vida ao horizonte inundado de nuvens, vivendo coisas que mal lembro de serem, mas em seus movimentos alimentam o medo que tenho do meu filho.      Pela história de ser alguém me perdi pe...

Fluxo de incosistência

     Eu sempre acreditei que na criação de um livro envolvia um processo contínuo. Você escreve e tudo se conecta por bater a cara e estar conectado, porque assim é que eu achava quando lia.

    Depois de prefácios magníficos em sua intenção, tudo vem em um fluxo direto, como se fosse planejado de ponta a ponta, bem em contra ponto a como eu escrevo aqui: Espontâneo, as vezes até demais. Pois só tantas vezes o que vem "do nada" é tão original quanto pretende-se a ser por vir "do nada".

    Mas, um livro se difere tanto disso? não sei, pra ser bem franco. Também fui de crer que uma afirmativa sem duvida sempre vem de resultado de uma convicção sem divida na consciência. Entretanto, literalidades assim geram mais neuroses niilistas do que uma pós-verdade de princípio.

    Acho importante querer se pôr na confusão uma vela que nada garante ser tão firme como concreto, já que não é toda loucura dizer que a conclusão do puro raciocínio em busca de uma verdade imutável é a alienação de qualquer pretexto de dizer que existe uma verdade objetiva.

    Não que seja errado assim fazer. Mas, eu  sinto que tal decisão venha muito mais do medo de não querer enfrentar o possível erro do que você diz, colocando em eternas lacunas de relativismo que, embora deixem a crença eternamente longe da morte, deixam ela em eterno estado de mutação.

    Não tem começo que a invalida e muito menos propósito a argumentar contra. Tudo é relativo perante novas descobertas, o passado existe como um câncer que se recusa a sumir ou fazer um grito que seja próprio independente ao ambiente que teme ser ferido, mantido na completa eternidade até quem o canta cansar de brincar com cansaço de remendo . Por isso eu acho o livro muito foda, é um lance aonde apenas existe crença.

    Que o tempo seja o rei a julgar e a espada para o carrasco para tais passos, incríveis e abomináveis a quem quiser, mas respeitáveis por quererem gravar futura honorária ou vergonha em letra que morre ou mata, que caiba a quem lê agregar o que sabe e não sabe para juntar pontos.

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