Destaques

Complexo de Interlúdio

 Olhas no meu rosto como fostes a partitura de um projeto vil.

Contando em todas as pétalas do desejo o que te faz viril.

Faz de seu pós o eterno pós, a mudança dos horizontes o pesadelo vivo

Enganas a si e somente a si das virtudes injustiçadas pelo momento.

Orando todo dia para não ser feito leito das areias

Enquanto anseia a próxima vez que seus olhos torne-se musa de mascaras.

 

Vivo eu cá, a adornar o roteiro flácido de sua jornada como perdido.

Lembro-me do teu nome para não esqueceres dele.

Narro te como uma mãe que reza perante ao túmulo de seu filho

Para poder acordar vendo-o salvar o mundo.

 

Contudo, apenas é como eu me visto, meu Sebastião.

Quem dera fosse eu Satanás, meu cristo

Largava-te a menor das satisfações

Com paciência de perna curta.

 

Aprendi que te amo a puro olhos de cria

Cria essa que nunca se apegou ao mundo.

Olhando seu criador aos poucos ser defunto

Desejando mais do que magia de família.

 

Então, me perdoe meu amado

Pois meu veleiro já foi traçado

Por uma moeda eu chego a oeste

 

Me perdoe por partir 

Mas eu me sinto desiludido. 

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