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Destaques

Análise Dom Casmurro - Parte 2 que nem eu ou você esperava

       Eu tenho um leve problema quando eu fui querer criar a primeira parte dessa análise - que foi assumir que eu tava falando de um livro só.      O Livro  de  Dom Casmurro é uma história efetivamente universal e transcendente de períodos históricos por sua natureza inerentemente crua, crua ao nível de ser um manuscrito que se desconhece como começou quando termina.      A evolução do autor Dom Casmurro de um leve vulto de nostalgia até uma confissão dos mais profundos segredos de Bento que o definiram como Dom Casmurro é digna de ser lida como muita coisa por muitas boas razões.      Por outro lado, e era o que eu justamente tinha mais a cabeça, era o Dom Casmurro de Machado de Assis. Machado esse que foi a mudar sua escrita ao realismo apenas aos 40 anos de seus quase 70 anos de vida      E, embora a crítica burguesa de Machado de Assis seja bem interessante, para mim que nasceu mais de um séc...

Onde está o Nilo?

     Porque ainda tenta escalar as areias do deserto? Sabes muito bem da paisagem que te aguarda. Não, não muito bem, mas bem o suficiente.

    Sempre familiar o suficiente pra sustentar esquecimento, sempre diferente o suficiente para despertar o desconforto do desconhecido. Mas, é o desconhecido? Quantas moedas jogou para decidir qual lado vai, não lembra de onde veio a iniciativa? o deserto também esqueceu, ou será que ao menos tentou lembrar?

    Por quatro linhas você pensa em chegar em algo, mas nessas quatros linhas não sabes aonde na linha você se encaixa. Coloque o dobro, o dobro do dobro disso, e não muda o diagnóstico da paisagem, nunca igual, nunca diferente, sempre outro monstro ao acordar.

    Monstro não, não sei se cabe a definição de vida ao que te acorda com os olhos despedaçados e não sabendo se viu Jesus, o Diabo, ou uma paisagem. Ela é tão indiferente a você, mas ao mesmo tempo tão inconsequente a suas ações.

    Não importa os vendavais que você prega que mudaram, o novo dia sempre os apaga, os vendavais nunca estão contigo. Aonde está sua mente na contagens dos dias? Eu nem sei mais, não é como se o tempo me delimitasse a alguma memória.

    Memórias que você existe em boiar nelas Sebastião. No momento que perdestes a razão de porque não morres devias ter entendido que o passado só condena. Ainda suscitas como à cavalo rodeastes Portugal sem ao menos necessitar de ninguém contigo, como se fosse ligação tua a terra que te guiou.

    Falhas em compreender que não tens Cavalo a terra ou mesmo terra a ti. Porque ainda queres tentar admitir os perigos de fora de seu mundinho como uma extensão de seu terreiro? Não tem título de nobreza que faça seus ossos pararem de definhar, ou a areia sair de seus sonhos porque já vives o pesadelo. 

    Por isso te aguardo enquanto espero que abre os olhos para o que eu te digo.

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