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Destaques

Definhando em violetas

     Tivesse eu a chance de me arrepender, me arrependeria de muita coisa, mas não realizaria nenhum desses arrependimentos.      Pois em perrengues que me vinham que geravam outros perrengues que me fizeram um eremita obrigatório para a ironia divina me fazer descascá-los monte abaixo privilegiada aos olhos de deus numa casa de aquisição minha.      Pelas antiguidades dos corpos que moravam aqui me encontro e me ponho entre as fendas decadentes para não ser só meu, vendo os gritos que nunca tive desmoldarem entre as muvucas da existência que me afastam de entendê-la, tangendo em cinco linhas procurando humanas serem e de todas elas eu ser.      As redondezas de Decapitã não são assim entretanto. Pelas pontilhadas figuras que dão vida ao horizonte inundado de nuvens, vivendo coisas que mal lembro de serem, mas em seus movimentos alimentam o medo que tenho do meu filho.      Pela história de ser alguém me perdi pe...

Onde está o Nilo?

     Porque ainda tenta escalar as areias do deserto? Sabes muito bem da paisagem que te aguarda. Não, não muito bem, mas bem o suficiente.

    Sempre familiar o suficiente pra sustentar esquecimento, sempre diferente o suficiente para despertar o desconforto do desconhecido. Mas, é o desconhecido? Quantas moedas jogou para decidir qual lado vai, não lembra de onde veio a iniciativa? o deserto também esqueceu, ou será que ao menos tentou lembrar?

    Por quatro linhas você pensa em chegar em algo, mas nessas quatros linhas não sabes aonde na linha você se encaixa. Coloque o dobro, o dobro do dobro disso, e não muda o diagnóstico da paisagem, nunca igual, nunca diferente, sempre outro monstro ao acordar.

    Monstro não, não sei se cabe a definição de vida ao que te acorda com os olhos despedaçados e não sabendo se viu Jesus, o Diabo, ou uma paisagem. Ela é tão indiferente a você, mas ao mesmo tempo tão inconsequente a suas ações.

    Não importa os vendavais que você prega que mudaram, o novo dia sempre os apaga, os vendavais nunca estão contigo. Aonde está sua mente na contagens dos dias? Eu nem sei mais, não é como se o tempo me delimitasse a alguma memória.

    Memórias que você existe em boiar nelas Sebastião. No momento que perdestes a razão de porque não morres devias ter entendido que o passado só condena. Ainda suscitas como à cavalo rodeastes Portugal sem ao menos necessitar de ninguém contigo, como se fosse ligação tua a terra que te guiou.

    Falhas em compreender que não tens Cavalo a terra ou mesmo terra a ti. Porque ainda queres tentar admitir os perigos de fora de seu mundinho como uma extensão de seu terreiro? Não tem título de nobreza que faça seus ossos pararem de definhar, ou a areia sair de seus sonhos porque já vives o pesadelo. 

    Por isso te aguardo enquanto espero que abre os olhos para o que eu te digo.

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