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Destaques

Definhando em violetas

     Tivesse eu a chance de me arrepender, me arrependeria de muita coisa, mas não realizaria nenhum desses arrependimentos.      Pois em perrengues que me vinham que geravam outros perrengues que me fizeram um eremita obrigatório para a ironia divina me fazer descascá-los monte abaixo privilegiada aos olhos de deus numa casa de aquisição minha.      Pelas antiguidades dos corpos que moravam aqui me encontro e me ponho entre as fendas decadentes para não ser só meu, vendo os gritos que nunca tive desmoldarem entre as muvucas da existência que me afastam de entendê-la, tangendo em cinco linhas procurando humanas serem e de todas elas eu ser.      As redondezas de Decapitã não são assim entretanto. Pelas pontilhadas figuras que dão vida ao horizonte inundado de nuvens, vivendo coisas que mal lembro de serem, mas em seus movimentos alimentam o medo que tenho do meu filho.      Pela história de ser alguém me perdi pe...

19

     Por mais de eu ter colocado o titulo desse texto como 19, retrospectivamente faria mais sentido colocar como 18, já que apenas comecei a ter dezenove anos de idade e justamente acabei de viver os meus dezoito anos por completo, mas acho que importava mais não fazer esses textos no dia que eu fiz esses anos todos, por mais simbólico que seja sempre achei que escrevia justamente por esse simbolismo e não necessariamente por ter algo muito bom pra escrever, por isso que sempre achava meio incompleto. Mas é bom ter esse tipo de perspectiva?

    É sempre uma sensação boa (certamente de bom por ter tido e não por ter no momento) de que o que é bom não era tão bom assim ou alguma dessas auto duvidas ao crescer, sentir que sabe mais do que sabia antes, mas sempre é bom?

     Não que eu diga isso por me sentir aflito, mas justamente por não ser tão abalável resignar aos pequenos custos de que talvez eu vá a me arrepender no passado fazem desse medo uma companhia.

      Mas bem, reflexões agridoce aparte, esse meu último ano de vida com certeza foi o que eu menos me senti em conflito com alguma coisa e me senti numa paz mais constante, embora ironicamente os infortuno que eu fui ter foram justamente mais desse êstase emocional e não me sentir tão cobrado de me provar.

    E nem que eu ache tudo isso ruim, mas acho chato viver uma tranquilidade como essa que a literatura dá em esse filtro criativo onde o que escrevo por mais de ser meu não se mostra tão à cara como apenas pela sinceridade do que sinto e penso, é menos bonito mas com certeza mais bonito. 

     

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