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Destaques

Rascunho #1

     Em pouco a florescer, mal se via. Entre as descidas e subidas  Amontoava pela surdina a areia que vinha a vista.   Alimentada pela angustia de seu hóspede Permeia pelos quatro cantos da cela. Por vela, em terra, que não enterra  Desencadeada pelos séculos.   Vendo em parto uma fração interminável Sentiu, poliu, mesmo sendo vil. Foste dormente pelos astros, os únicos que o ouviam-te.   Pegou-a pelo pulso, a gritos Por vê-la em seu respingo Avulsa a vida, bem se via. 

O ciclo vicioso do auto ódio

Faz um bom tempo que eu não escrevo e tem um bom motivo para isso.

Durante esse tempo que estive fora eu tive uma combinação de esquecimento disto aqui, delírios momentâneos e desinteresse em ideias minhas, não necessariamente uma falta de ideias.

E boa parte dessas ideias eram interessantes o suficiente pra pelo menos aprofundar um pouco nelas, mas tive receio por achar ela tolas por serem de mim mesmo, e é um modo de pensar que surgiu a um tempo considerável mas não era sempre assim.

Boa parte da minha vida sempre fui do tipo de ser sempre um passo a frente em vários quesitos de aprendizado do cotidiano, sempre tirei notas altas durante a escola, até consegui medalhas por tirar notas altíssimas em provões gerais (que é o equivalente a um vestibular ao ensino fundamental na escola que eu estudava), e mesmo depois de turbulências na minha vida acadêmica ainda tinha de certa forma essa exemplificação de um aluno exemplar para meus professores, mesmo não sendo um.

E essa turbulência veio por conta de certos acontecimentos na minha vida que aconteceram em tempos muitos próximos (depressão e exacerbação de questões mentais que estava começando a ter noção delas, separação dos pais e pandemia são os principais), que abalou tanto minhas notas na escola e tanto em minha mente e pessoa como um todo, foram tempos que demorei anos pra conseguir sair disso.

Tive muita dificuldade de querer acompanhar a escola isso, e uma das coisas que ampliaram essa dificuldade foi a degradação da minha autoestima por outros que nem sabiam do meu rosto.

Nessa época eu comecei a me interessar em jogos que envolviam mais em competição, e uma das principais coisas que me aconteciam era da "crítica" a mim por falta de capacidade de acompanhar os outros no jogo, e isso em um estado que eu já estava mal e com o jogo tornando um aspecto viciante de boa parte das minha rotina, me deixava muito abalado e me causava mais ódio a mim mesmo. 

Mas o maior problema disso é que vinha a maior vontade de querer provar o contrario, que me causava mais mal que me fazia acompanhar menos ainda e me frustrar mais comigo mesmo por não conseguir não ser "criticado" por não jogar tão bem quanto outros em um jogo.

E isso exacerbou ainda mais os problemas que eu tinha na minha vida me deixando perto da tentação do suicídio e maior auto depreciação minha, de como eu fosse um fracassado por conta dos problemas que aconteciam e das "criticas" que vinham a mim.

Aconteceu muita discórdia comigo e minha família (principalmente minha mãe) antes de conseguir vencer isso, mas ainda resta alguns vestígios desses momentos difíceis, conscientemente ou não.

E mesmo com tudo isso acontecendo, ainda me reergo e luto, pois o mais importante de defender é a si mesmo, para assim conseguir defender o outro.

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