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Destaques

Definhando em violetas

     Tivesse eu a chance de me arrepender, me arrependeria de muita coisa, mas não realizaria nenhum desses arrependimentos.      Pois em perrengues que me vinham que geravam outros perrengues que me fizeram um eremita obrigatório para a ironia divina me fazer descascá-los monte abaixo privilegiada aos olhos de deus numa casa de aquisição minha.      Pelas antiguidades dos corpos que moravam aqui me encontro e me ponho entre as fendas decadentes para não ser só meu, vendo os gritos que nunca tive desmoldarem entre as muvucas da existência que me afastam de entendê-la, tangendo em cinco linhas procurando humanas serem e de todas elas eu ser.      As redondezas de Decapitã não são assim entretanto. Pelas pontilhadas figuras que dão vida ao horizonte inundado de nuvens, vivendo coisas que mal lembro de serem, mas em seus movimentos alimentam o medo que tenho do meu filho.      Pela história de ser alguém me perdi pe...

O ciclo vicioso do auto ódio

Faz um bom tempo que eu não escrevo e tem um bom motivo para isso.

Durante esse tempo que estive fora eu tive uma combinação de esquecimento disto aqui, delírios momentâneos e desinteresse em ideias minhas, não necessariamente uma falta de ideias.

E boa parte dessas ideias eram interessantes o suficiente pra pelo menos aprofundar um pouco nelas, mas tive receio por achar ela tolas por serem de mim mesmo, e é um modo de pensar que surgiu a um tempo considerável mas não era sempre assim.

Boa parte da minha vida sempre fui do tipo de ser sempre um passo a frente em vários quesitos de aprendizado do cotidiano, sempre tirei notas altas durante a escola, até consegui medalhas por tirar notas altíssimas em provões gerais (que é o equivalente a um vestibular ao ensino fundamental na escola que eu estudava), e mesmo depois de turbulências na minha vida acadêmica ainda tinha de certa forma essa exemplificação de um aluno exemplar para meus professores, mesmo não sendo um.

E essa turbulência veio por conta de certos acontecimentos na minha vida que aconteceram em tempos muitos próximos (depressão e exacerbação de questões mentais que estava começando a ter noção delas, separação dos pais e pandemia são os principais), que abalou tanto minhas notas na escola e tanto em minha mente e pessoa como um todo, foram tempos que demorei anos pra conseguir sair disso.

Tive muita dificuldade de querer acompanhar a escola isso, e uma das coisas que ampliaram essa dificuldade foi a degradação da minha autoestima por outros que nem sabiam do meu rosto.

Nessa época eu comecei a me interessar em jogos que envolviam mais em competição, e uma das principais coisas que me aconteciam era da "crítica" a mim por falta de capacidade de acompanhar os outros no jogo, e isso em um estado que eu já estava mal e com o jogo tornando um aspecto viciante de boa parte das minha rotina, me deixava muito abalado e me causava mais ódio a mim mesmo. 

Mas o maior problema disso é que vinha a maior vontade de querer provar o contrario, que me causava mais mal que me fazia acompanhar menos ainda e me frustrar mais comigo mesmo por não conseguir não ser "criticado" por não jogar tão bem quanto outros em um jogo.

E isso exacerbou ainda mais os problemas que eu tinha na minha vida me deixando perto da tentação do suicídio e maior auto depreciação minha, de como eu fosse um fracassado por conta dos problemas que aconteciam e das "criticas" que vinham a mim.

Aconteceu muita discórdia comigo e minha família (principalmente minha mãe) antes de conseguir vencer isso, mas ainda resta alguns vestígios desses momentos difíceis, conscientemente ou não.

E mesmo com tudo isso acontecendo, ainda me reergo e luto, pois o mais importante de defender é a si mesmo, para assim conseguir defender o outro.

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