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Destaques

Lançado ao mar

     A noite estava sóbria, embora não fosse essa a sensação que se traduzia a carne seca. Enquanto a mente do nosso rei perambulava aos mais extensos fins da consciência, buscando um temerário fim a seus pensamentos, brisava em seu arredor o temerário momento que lá ocorreu, embora perdesse a ideia de espaço a muito tempo atrás.     Pouco refletiu  em sua frenesi materializada que agora era realidade os motivos que o levaram a esse abismo, achava que ao voltar teria o tempo para enfrentar os milhares de corpos que proferiram as maiores bênçãos e maldições que podia imaginar.      Mas não, o ao redor deu lhe em suas veias uma súbita familiaridade, pela vegetação seca da vida ainda ressentia o ar ferroso de batalhas folclóricas recitada por loucos vendados pela rua, profetizando o apocalíptico fim do prefeito tirano que retirou seu barril de residência.     O sangramento azul contornava os passos largos e abatidos de Sebastião enquan...

A rotina do ordinário de um século não tão ordinário

Você acorda com um aparelho digital

Que te lembra de tua rotina matinal

Então você acorda, levanta e corre pela correria

Porque se não acaba o valor do seu dia


Depois você corre a um tubo

Ou uma caixa metálica em seu rumo

Logo o intervalo se acaba

E você chega a sua esquina


O que você faz pode variar

Mas não é como se isso fosse diferenciar

Porque você estar ai não depende de ti

Mas sim do ventre que você saiu


Saíste com escuro, já é menosprezado

Não apenas pela vida, mas tambem pelo resto

Que moldaram seu passado

Sem que tu tivesse a opção


O tempo passa e ele arde nos seus olhos

Preocupações são deixadas de lado

Para você continuar o trabalho

Para ganhar o denominado salário


Então acaba seu turno

E para sua moradia você volta

Cansado, colapsado e desmoralizado

Usando um aparelho para se distrair e manter a calma


Logo você se deita

Mesmo querendo levantar

Por causa do que lhe falta

Mas isso apenas em outro dia


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