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Destaques

Figura da rua

       Sublime do apagão. Destoando de meus passos pouco vagarosos em contida frenesi dos resquícios da civilização que desordenavam meu equilíbrio de mente a uma consciência desmedida de palavras, permanecia altivo em sua postura ao olhar impassível, munido de todas as contradições que me apontavam como intruso de seu mundo. Apenas pude levar comigo os vultos desta figura plurívoca que habita as incertezas suburbanas.   

A rotina do ordinário de um século não tão ordinário

Você acorda com um aparelho digital

Que te lembra de tua rotina matinal

Então você acorda, levanta e corre pela correria

Porque se não acaba o valor do seu dia


Depois você corre a um tubo

Ou uma caixa metálica em seu rumo

Logo o intervalo se acaba

E você chega a sua esquina


O que você faz pode variar

Mas não é como se isso fosse diferenciar

Porque você estar ai não depende de ti

Mas sim do ventre que você saiu


Saíste com escuro, já é menosprezado

Não apenas pela vida, mas tambem pelo resto

Que moldaram seu passado

Sem que tu tivesse a opção


O tempo passa e ele arde nos seus olhos

Preocupações são deixadas de lado

Para você continuar o trabalho

Para ganhar o denominado salário


Então acaba seu turno

E para sua moradia você volta

Cansado, colapsado e desmoralizado

Usando um aparelho para se distrair e manter a calma


Logo você se deita

Mesmo querendo levantar

Por causa do que lhe falta

Mas isso apenas em outro dia


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