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Destaques

Lançado ao mar

     A noite estava sóbria, embora não fosse essa a sensação que se traduzia a carne seca. Enquanto a mente do nosso rei perambulava aos mais extensos fins da consciência, buscando um temerário fim a seus pensamentos, brisava em seu arredor o temerário momento que lá ocorreu, embora perdesse a ideia de espaço a muito tempo atrás.     Pouco refletiu  em sua frenesi materializada que agora era realidade os motivos que o levaram a esse abismo, achava que ao voltar teria o tempo para enfrentar os milhares de corpos que proferiram as maiores bênçãos e maldições que podia imaginar.      Mas não, o ao redor deu lhe em suas veias uma súbita familiaridade, pela vegetação seca da vida ainda ressentia o ar ferroso de batalhas folclóricas recitada por loucos vendados pela rua, profetizando o apocalíptico fim do prefeito tirano que retirou seu barril de residência.     O sangramento azul contornava os passos largos e abatidos de Sebastião enquan...

Pai

Em meu quarto perambulo

"Porque não sou astuto?"

Nunca saia resposta

Até o momento que me sufoco

Mas esse eu não ser o eu da hora

Muito menos o de agora

Mas sim o eu envenenado

Por ajuda feita de rancor

Libertação em meio de ódio

A verdade menos plena

Que não passava mais de lenda 

Que amalgamou em terror

E esse terror transbordou de mim

Indo além do que transformei

E machucou que eu amei

Ataquei, maltratei e mutilei meu bom

Mas tambem os que queriam meu bem

Por conta do ensinamento de alguem

Que manipulou ser um parente

E me fez de refém

Por situações estupidas

Causada pela figura

Que demandava atenção

Então assim me enlouqueci

E me reclui em meu estopim

Me afastado de todos

E me desfazendo de tudo

Mas logo não tão logo me toquei

Então me reconsolidei

Retornei, apaziguei e me moralizei novamente

Jurando por vez

Não ser mais outra vez um monstro

Mas sim um ser melhor

E não copiar novamente

O que tratava os outros com maus-tratos



 

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