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Destaques

Onde está o Nilo?

       Porque ainda tenta escalar as areias do deserto? Sabes muito bem da paisagem que te aguarda. Não, não muito bem, mas bem o suficiente.      Sempre familiar o suficiente pra sustentar esquecimento, sempre diferente o suficiente para despertar o desconforto do desconhecido. Mas, é o desconhecido? Quantas moedas jogou para decidir qual lado vai, não lembra de onde veio a iniciativa? o deserto também esqueceu, ou será que ao menos tentou lembrar?      Por quatro linhas você pensa em chegar em algo, mas nessas quatros linhas não sabes aonde na linha você se encaixa. Coloque o dobro, o dobro do dobro disso, e não muda o diagnóstico da paisagem, nunca igual, nunca diferente, sempre outro monstro ao acordar.      Monstro não, não sei se cabe a definição de vida ao que te acorda com os olhos despedaçados e não sabendo se viu Jesus, o Diabo, ou uma paisagem. Ela é tão indiferente a você, mas ao mesmo tempo tão inconsequente a...

Pai

Em meu quarto perambulo

"Porque não sou astuto?"

Nunca saia resposta

Até o momento que me sufoco

Mas esse eu não ser o eu da hora

Muito menos o de agora

Mas sim o eu envenenado

Por ajuda feita de rancor

Libertação em meio de ódio

A verdade menos plena

Que não passava mais de lenda 

Que amalgamou em terror

E esse terror transbordou de mim

Indo além do que transformei

E machucou que eu amei

Ataquei, maltratei e mutilei meu bom

Mas tambem os que queriam meu bem

Por conta do ensinamento de alguem

Que manipulou ser um parente

E me fez de refém

Por situações estupidas

Causada pela figura

Que demandava atenção

Então assim me enlouqueci

E me reclui em meu estopim

Me afastado de todos

E me desfazendo de tudo

Mas logo não tão logo me toquei

Então me reconsolidei

Retornei, apaziguei e me moralizei novamente

Jurando por vez

Não ser mais outra vez um monstro

Mas sim um ser melhor

E não copiar novamente

O que tratava os outros com maus-tratos



 

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