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Destaques

Definhando em violetas

     Tivesse eu a chance de me arrepender, me arrependeria de muita coisa, mas não realizaria nenhum desses arrependimentos.      Pois em perrengues que me vinham que geravam outros perrengues que me fizeram um eremita obrigatório para a ironia divina me fazer descascá-los monte abaixo privilegiada aos olhos de deus numa casa de aquisição minha.      Pelas antiguidades dos corpos que moravam aqui me encontro e me ponho entre as fendas decadentes para não ser só meu, vendo os gritos que nunca tive desmoldarem entre as muvucas da existência que me afastam de entendê-la, tangendo em cinco linhas procurando humanas serem e de todas elas eu ser.      As redondezas de Decapitã não são assim entretanto. Pelas pontilhadas figuras que dão vida ao horizonte inundado de nuvens, vivendo coisas que mal lembro de serem, mas em seus movimentos alimentam o medo que tenho do meu filho.      Pela história de ser alguém me perdi pe...

Pai

Em meu quarto perambulo

"Porque não sou astuto?"

Nunca saia resposta

Até o momento que me sufoco

Mas esse eu não ser o eu da hora

Muito menos o de agora

Mas sim o eu envenenado

Por ajuda feita de rancor

Libertação em meio de ódio

A verdade menos plena

Que não passava mais de lenda 

Que amalgamou em terror

E esse terror transbordou de mim

Indo além do que transformei

E machucou que eu amei

Ataquei, maltratei e mutilei meu bom

Mas tambem os que queriam meu bem

Por conta do ensinamento de alguem

Que manipulou ser um parente

E me fez de refém

Por situações estupidas

Causada pela figura

Que demandava atenção

Então assim me enlouqueci

E me reclui em meu estopim

Me afastado de todos

E me desfazendo de tudo

Mas logo não tão logo me toquei

Então me reconsolidei

Retornei, apaziguei e me moralizei novamente

Jurando por vez

Não ser mais outra vez um monstro

Mas sim um ser melhor

E não copiar novamente

O que tratava os outros com maus-tratos



 

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