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Destaques

Figura da rua

       Sublime do apagão. Destoando de meus passos pouco vagarosos em contida frenesi dos resquícios da civilização que desordenavam meu equilíbrio de mente a uma consciência desmedida de palavras, permanecia altivo em sua postura ao olhar impassível, munido de todas as contradições que me apontavam como intruso de seu mundo. Apenas pude levar comigo os vultos desta figura plurívoca que habita as incertezas suburbanas.   

Contemplações paranoicas

 Caminho a meu destino.

Não possuo a quem eu rezo.

Mas quando olho ao policial.

Dentro de mim começo a pregar.


Pregação do fim do pregador.

Que o próprio não entende.

Que diz não ter dor.

Mas quem não vê a mentira é ele.


Convencido que superou o passado.

Mas o problema não está no ocorrido.

Mas sim a pouca estimação de si.

Que causou seu delírio.


Julgado por poucos de ser ruim.

E lamento dos que nem o conheço.

E amonto o rancor a mim.

E então surge em mim um universo.


Um universo de desgraça e ódio.

Aonde o que impera é o tolo.

E subjugado o são.

Encaminhado a extinção.


Mas não é assim que se acaba a história.

    Porque um universo de desgraça.

É tão frágil quanto o que o formou.

E assim o mesmo se rachou.


Uma única e simples conversa.

Abalou uma mentalidade de anos.

Como o vento forte em dominós.

Dando início a uma iniciativa.


Embora como qualquer mudança.

O processo é demorado.

Ter o começo já concede esperança.

Mas posso me dizer em rumo a ser livre do passado.













 


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