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Destaques

Rascunho #1

     Em pouco a florescer, mal se via. Entre as descidas e subidas  Amontoava pela surdina a areia que vinha a vista.   Alimentada pela angustia de seu hóspede Permeia pelos quatro cantos da cela. Por vela, em terra, que não enterra  Desencadeada pelos séculos.   Vendo em parto uma fração interminável Sentiu, poliu, mesmo sendo vil. Foste dormente pelos astros, os únicos que o ouviam-te.   Pegou-a pelo pulso, a gritos Por vê-la em seu respingo Avulsa a vida, bem se via. 

Contemplações paranoicas

 Caminho a meu destino.

Não possuo a quem eu rezo.

Mas quando olho ao policial.

Dentro de mim começo a pregar.


Pregação do fim do pregador.

Que o próprio não entende.

Que diz não ter dor.

Mas quem não vê a mentira é ele.


Convencido que superou o passado.

Mas o problema não está no ocorrido.

Mas sim a pouca estimação de si.

Que causou seu delírio.


Julgado por poucos de ser ruim.

E lamento dos que nem o conheço.

E amonto o rancor a mim.

E então surge em mim um universo.


Um universo de desgraça e ódio.

Aonde o que impera é o tolo.

E subjugado o são.

Encaminhado a extinção.


Mas não é assim que se acaba a história.

    Porque um universo de desgraça.

É tão frágil quanto o que o formou.

E assim o mesmo se rachou.


Uma única e simples conversa.

Abalou uma mentalidade de anos.

Como o vento forte em dominós.

Dando início a uma iniciativa.


Embora como qualquer mudança.

O processo é demorado.

Ter o começo já concede esperança.

Mas posso me dizer em rumo a ser livre do passado.













 


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