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Destaques

Solo

     Queimei o mato. Não sei se vou conseguir ver se matou os vermes, mas por ter tirado de mim a loucura de sua existência e o fardo de mantê-la viva mesmo apodrecendo, sou grato por ter feito, embora tudo possa se desmoronar em cinzas, espero que pelo menos elas sirvam para sarar os que virão

Contemplações paranoicas

 Caminho a meu destino.

Não possuo a quem eu rezo.

Mas quando olho ao policial.

Dentro de mim começo a pregar.


Pregação do fim do pregador.

Que o próprio não entende.

Que diz não ter dor.

Mas quem não vê a mentira é ele.


Convencido que superou o passado.

Mas o problema não está no ocorrido.

Mas sim a pouca estimação de si.

Que causou seu delírio.


Julgado por poucos de ser ruim.

E lamento dos que nem o conheço.

E amonto o rancor a mim.

E então surge em mim um universo.


Um universo de desgraça e ódio.

Aonde o que impera é o tolo.

E subjugado o são.

Encaminhado a extinção.


Mas não é assim que se acaba a história.

    Porque um universo de desgraça.

É tão frágil quanto o que o formou.

E assim o mesmo se rachou.


Uma única e simples conversa.

Abalou uma mentalidade de anos.

Como o vento forte em dominós.

Dando início a uma iniciativa.


Embora como qualquer mudança.

O processo é demorado.

Ter o começo já concede esperança.

Mas posso me dizer em rumo a ser livre do passado.













 


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