Pular para o conteúdo principal

Destaques

Onde está o Nilo?

       Porque ainda tenta escalar as areias do deserto? Sabes muito bem da paisagem que te aguarda. Não, não muito bem, mas bem o suficiente.      Sempre familiar o suficiente pra sustentar esquecimento, sempre diferente o suficiente para despertar o desconforto do desconhecido. Mas, é o desconhecido? Quantas moedas jogou para decidir qual lado vai, não lembra de onde veio a iniciativa? o deserto também esqueceu, ou será que ao menos tentou lembrar?      Por quatro linhas você pensa em chegar em algo, mas nessas quatros linhas não sabes aonde na linha você se encaixa. Coloque o dobro, o dobro do dobro disso, e não muda o diagnóstico da paisagem, nunca igual, nunca diferente, sempre outro monstro ao acordar.      Monstro não, não sei se cabe a definição de vida ao que te acorda com os olhos despedaçados e não sabendo se viu Jesus, o Diabo, ou uma paisagem. Ela é tão indiferente a você, mas ao mesmo tempo tão inconsequente a...

Tiro de garganta

 A bala apenas abala

Quem se apega a ela

O efeito é relativo

Ilumina ou destrói o vivo


Não falo de bala de arma

Mas sim a bala da fala

Que chega na alma

Manchando até a gala


O material pode ser tudo

O receptor é único

Compartilhada pelo mundo

Mesmo romano ou púnico


Ela pode ser muito relevante

Te levar ao pau-de-arara

Ou a um abraço aconchegante

Mas tem nada que a parará


Matam o mensageiro

Mas a palavra não tem trava

Todo mundo é passageiro

A ideia o mundo grava

Postagens mais visitadas