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Destaques

Lançado ao mar

     A noite estava sóbria, embora não fosse essa a sensação que se traduzia a carne seca. Enquanto a mente do nosso rei perambulava aos mais extensos fins da consciência, buscando um temerário fim a seus pensamentos, brisava em seu arredor o temerário momento que lá ocorreu, embora perdesse a ideia de espaço a muito tempo atrás.     Pouco refletiu  em sua frenesi materializada que agora era realidade os motivos que o levaram a esse abismo, achava que ao voltar teria o tempo para enfrentar os milhares de corpos que proferiram as maiores bênçãos e maldições que podia imaginar.      Mas não, o ao redor deu lhe em suas veias uma súbita familiaridade, pela vegetação seca da vida ainda ressentia o ar ferroso de batalhas folclóricas recitada por loucos vendados pela rua, profetizando o apocalíptico fim do prefeito tirano que retirou seu barril de residência.     O sangramento azul contornava os passos largos e abatidos de Sebastião enquan...

Peidos e suas lindezas

Ah mas como é bom peidar!

Seus gases indo ao ar.

O aroma de liberdade.

Trazendo momentânea felicidade.


O ato mais ofensivo mais libertador.

Ocasiona sua necessidade espontaneamente.

Que ocasiona até os mais fortes dor.

Sendo o fim de um ciclo repetente.


Tratado sempre como algo mórbido.

Mas não para o iluminado.

Que ve como uma poderosa forma de expressão.

    Como uma canção de rosas de odor de lixão.


Nunca qualquer outra espécie se afetou tanto pelo peido.

Que independente do quão blindado.

Por silicone, ferro, ou dinheiro.

Atinge todos os deuses como um grande guerreiro.


Uma bela expressão de rebeldia.

A completa oposição contra a etiqueta social.

A prova de que o humano ainda é animal.

Um fato tão certo quanto o dia.


Que embora nos categorizamos acima de feras.

Nós sucumbimos a dura realidade.

Que nascemos, vivemos e morremos por causa de instintos.

Independente dos avanços que tivemos.


Ainda sofremos do mesmo que a vida sofre desde sua existência.

A morte, fome, discórdia, tristeza e destruição.

Embora nós de fato progredimos como por ciência.

Não devemos esquecer que nós ainda somos cães querendo ração.


Então que abracemos o animal que possuímos.

Pois este é o mesmo que ama, cuida e protege a si e os outros.

Que quanto mais negamos não ser macacos.

Menos existimos no nosso próprio palco.








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