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Destaques

Complexo de Interlúdio

  Olhas no meu rosto como fostes a partitura de um projeto vil. Contando em todas as pétalas do desejo o que te faz viril. Faz de seu pós o eterno pós, a mudança dos horizontes o pesadelo vivo Enganas a si e somente a si das virtudes injustiçadas pelo momento. Orando todo dia para não ser feito leito das areias Enquanto anseia a próxima vez que seus olhos torne-se musa de mascaras.   Vivo eu cá, a adornar o roteiro flácido de sua jornada como perdido. Lembro-me do teu nome para não esqueceres dele. Narro te como uma mãe que reza perante ao túmulo de seu filho Para poder acordar vendo-o salvar o mundo.   Contudo, apenas é como eu me visto, meu Sebastião. Quem dera fosse eu Satanás, meu cristo Largava-te a menor das satisfações Com paciência de perna curta.   Aprendi que te amo a puro olhos de cria Cria essa que nunca se apegou ao mundo. Olhando seu criador aos poucos ser defunto Desejando mais do que magia de família.   Então, me perdoe meu amado Pois meu veleiro...

Peidos e suas lindezas

Ah mas como é bom peidar!

Seus gases indo ao ar.

O aroma de liberdade.

Trazendo momentânea felicidade.


O ato mais ofensivo mais libertador.

Ocasiona sua necessidade espontaneamente.

Que ocasiona até os mais fortes dor.

Sendo o fim de um ciclo repetente.


Tratado sempre como algo mórbido.

Mas não para o iluminado.

Que ve como uma poderosa forma de expressão.

    Como uma canção de rosas de odor de lixão.


Nunca qualquer outra espécie se afetou tanto pelo peido.

Que independente do quão blindado.

Por silicone, ferro, ou dinheiro.

Atinge todos os deuses como um grande guerreiro.


Uma bela expressão de rebeldia.

A completa oposição contra a etiqueta social.

A prova de que o humano ainda é animal.

Um fato tão certo quanto o dia.


Que embora nos categorizamos acima de feras.

Nós sucumbimos a dura realidade.

Que nascemos, vivemos e morremos por causa de instintos.

Independente dos avanços que tivemos.


Ainda sofremos do mesmo que a vida sofre desde sua existência.

A morte, fome, discórdia, tristeza e destruição.

Embora nós de fato progredimos como por ciência.

Não devemos esquecer que nós ainda somos cães querendo ração.


Então que abracemos o animal que possuímos.

Pois este é o mesmo que ama, cuida e protege a si e os outros.

Que quanto mais negamos não ser macacos.

Menos existimos no nosso próprio palco.








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