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Destaques

Definhando em violetas

     Tivesse eu a chance de me arrepender, me arrependeria de muita coisa, mas não realizaria nenhum desses arrependimentos.      Pois em perrengues que me vinham que geravam outros perrengues que me fizeram um eremita obrigatório para a ironia divina me fazer descascá-los monte abaixo privilegiada aos olhos de deus numa casa de aquisição minha.      Pelas antiguidades dos corpos que moravam aqui me encontro e me ponho entre as fendas decadentes para não ser só meu, vendo os gritos que nunca tive desmoldarem entre as muvucas da existência que me afastam de entendê-la, tangendo em cinco linhas procurando humanas serem e de todas elas eu ser.      As redondezas de Decapitã não são assim entretanto. Pelas pontilhadas figuras que dão vida ao horizonte inundado de nuvens, vivendo coisas que mal lembro de serem, mas em seus movimentos alimentam o medo que tenho do meu filho.      Pela história de ser alguém me perdi pe...

Peidos e suas lindezas

Ah mas como é bom peidar!

Seus gases indo ao ar.

O aroma de liberdade.

Trazendo momentânea felicidade.


O ato mais ofensivo mais libertador.

Ocasiona sua necessidade espontaneamente.

Que ocasiona até os mais fortes dor.

Sendo o fim de um ciclo repetente.


Tratado sempre como algo mórbido.

Mas não para o iluminado.

Que ve como uma poderosa forma de expressão.

    Como uma canção de rosas de odor de lixão.


Nunca qualquer outra espécie se afetou tanto pelo peido.

Que independente do quão blindado.

Por silicone, ferro, ou dinheiro.

Atinge todos os deuses como um grande guerreiro.


Uma bela expressão de rebeldia.

A completa oposição contra a etiqueta social.

A prova de que o humano ainda é animal.

Um fato tão certo quanto o dia.


Que embora nos categorizamos acima de feras.

Nós sucumbimos a dura realidade.

Que nascemos, vivemos e morremos por causa de instintos.

Independente dos avanços que tivemos.


Ainda sofremos do mesmo que a vida sofre desde sua existência.

A morte, fome, discórdia, tristeza e destruição.

Embora nós de fato progredimos como por ciência.

Não devemos esquecer que nós ainda somos cães querendo ração.


Então que abracemos o animal que possuímos.

Pois este é o mesmo que ama, cuida e protege a si e os outros.

Que quanto mais negamos não ser macacos.

Menos existimos no nosso próprio palco.








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