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Destaques

Complexo de Interlúdio

  Olhas no meu rosto como fostes a partitura de um projeto vil. Contando em todas as pétalas do desejo o que te faz viril. Faz de seu pós o eterno pós, a mudança dos horizontes o pesadelo vivo Enganas a si e somente a si das virtudes injustiçadas pelo momento. Orando todo dia para não ser feito leito das areias Enquanto anseia a próxima vez que seus olhos torne-se musa de mascaras.   Vivo eu cá, a adornar o roteiro flácido de sua jornada como perdido. Lembro-me do teu nome para não esqueceres dele. Narro te como uma mãe que reza perante ao túmulo de seu filho Para poder acordar vendo-o salvar o mundo.   Contudo, apenas é como eu me visto, meu Sebastião. Quem dera fosse eu Satanás, meu cristo Largava-te a menor das satisfações Com paciência de perna curta.   Aprendi que te amo a puro olhos de cria Cria essa que nunca se apegou ao mundo. Olhando seu criador aos poucos ser defunto Desejando mais do que magia de família.   Então, me perdoe meu amado Pois meu veleiro...

Ignorância geracional

     Uma coisa bem comum de ver (e ironicamente principalmente entre adolescentes) é a "critica" (vulgo desrespeito) a trends e conteúdos que eles acham extremamente ridículos de pessoas mais jovens (vulgo geração alpha). 

    Mas o que veem de ridículo de uma dança em base de um jogo ou um desenho com uma cabeça dentro de uma privada é a mesma ridicularização que nossos pais e avós viram de uma invenção que permitia seus filhos ficarem boa parte do tempo livre sentados apertando botões em frente a uma tecla, ou até mesmo uma tela portátil que seus filhos não aguentariam ficar mais de 10 minutos sem usa-la. 

    Esse preconceito de invenções novas é algo inerente na história humana. A dinastia Ming subestimou a utilidade de armas de fogo com pólvora. Muitos poucos achavam que o cavalo poderia ser substituído por uma mera carcaça de metal com alguns círculos de borracha. Poucos pensaram de que a Rússia realmente invadiria a Ucrânia mesmo com quase 1 ano de preparo na fronteira pelo exército russo. Ainda tiveram os que acharam de que uma "simples gripe" não poderia matar milhões de pessoas pelo mundo inteiro.

    Mesmo que obviamente a magnitude e a quem seja direcionado esses preconceitos sejam muito diferentes, todos eles tem em comum o simples fato da ignorância. Ignorância de querer saber o que realmente é, de como isso compara a o que já temos hoje em dia. A história ela nunca se repete, nós já tivemos vários casos de pandemias para entender como uma se espalha, ou de o que uma alta militarização de uma fronteira consegue significar, mas o que causa a essas tragédias acontecerem é a nossa ignorância de ver pretextos e do que já ocorreu no passado e de saber tudo que já sabemos. 

E o mesmo se aplica a um simples desenho com uma cara em uma privada, somos ignorantes de apenas ver a simples imagem do desenho e alguém falando "skibidi toilet" e achar que a pessoa tem "problemas" ou até chegar ao ponto de ofender via meios de capacitismo a chamando de "autista" ou "retardado" por simples ignorância, que nem as pessoas que viram crianças jogando GTA IV e falando que é do demônio, ou como UNO também é do demônio, ou como acreditar que a terra é uma esfera é heresia, ou de como você não acreditar na minha religião você merecer ser queimado na minha fogueira a completa humilhação de todos da sua cidade, inclusive sua família.

Assim erramos como sempre erramos, vemos padrões de situações que já tivemos e simplesmente ignoramos, assim perpetuamos o preconceito geracional que sempre tivemos, assim perpetuamos a ignorância de qualquer tipo de ideia que não entendemos e não queremos entender, para sim vivermos hoje em uma sociedade aonde remedinho pode, plantinha não.

 

 

 

 

 

 

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