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Destaques

Análise Dom Casmurro - Parte 2 que nem eu ou você esperava

       Eu tenho um leve problema quando eu fui querer criar a primeira parte dessa análise - que foi assumir que eu tava falando de um livro só.      O Livro  de  Dom Casmurro é uma história efetivamente universal e transcendente de períodos históricos por sua natureza inerentemente crua, crua ao nível de ser um manuscrito que se desconhece como começou quando termina.      A evolução do autor Dom Casmurro de um leve vulto de nostalgia até uma confissão dos mais profundos segredos de Bento que o definiram como Dom Casmurro é digna de ser lida como muita coisa por muitas boas razões.      Por outro lado, e era o que eu justamente tinha mais a cabeça, era o Dom Casmurro de Machado de Assis. Machado esse que foi a mudar sua escrita ao realismo apenas aos 40 anos de seus quase 70 anos de vida      E, embora a crítica burguesa de Machado de Assis seja bem interessante, para mim que nasceu mais de um séc...

17

        17 pode significar muitas coisas, pode ser um número eleitoral, pode ser uma medida de órgãos sexuais, ou apenas um número, ou para mim, uma idade, idade cujo qual dia 13 de julho de 2024 eu alcançarei.

    Todo mundo tem um ano na adolescência que passa de ser um adolescente marmanjo que não liga pra nada e só quer ver o mundo pegar fogo, para um quase jovem adulto que compreende como funciona ter responsabilidades e viver a vida com elas. E para mim essa idade transitiva foi os 16. 

    Aos 16 comecei a escrever meu blog, aos 16 eu estava repetindo outro ano na escola, aos 16 fui ter dois relacionamentos (embora francamente não muito duradouros), aos 16 perdi e ganhei  e reganhei muitos amigos, aos 16 quis me matar algumas vezes e ao olhar da faca da cozinha e pensei o contrário. Aos 16 que fui trouxa de presentear quem nem me queria na vida. Aos 16 fui ser o maior trouxa solitário que já conheci. E aos 16 passei a ser quem eu nunca imaginei ser.

    Errei, fraquejei, cai, desmoralizei, mas também aprendi, me descobri, levantei e fui continuar a viver, continuar a ser alguém melhor, continuar a viver que é minha única obrigação como ser humano, pareço estar falando como se fosse um fim de uma jornada, mas na realidade é só o começo de uma aventura, tenho muito que melhorar e muito o que alcançar. O maior presente que eu já tive foi a possibilidade de viver e ter pessoas me apoiando a viver, mesmo se fosse para morrer amanhã, eu ainda seria feliz mesmo em minhas últimas palavras, pois sou grato de ter conseguido coisas que pessoas nem imaginariam de conseguir na vida delas, e prezo a querer continuar. Pois conseguir um objetivo é muito bom, mas como Marcelo D2 sempre disse e sempre dirá.

 

A procura vale mais do que a batida perfeita.

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