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Destaques

Complexo de Interlúdio

  Olhas no meu rosto como fostes a partitura de um projeto vil. Contando em todas as pétalas do desejo o que te faz viril. Faz de seu pós o eterno pós, a mudança dos horizontes o pesadelo vivo Enganas a si e somente a si das virtudes injustiçadas pelo momento. Orando todo dia para não ser feito leito das areias Enquanto anseia a próxima vez que seus olhos torne-se musa de mascaras.   Vivo eu cá, a adornar o roteiro flácido de sua jornada como perdido. Lembro-me do teu nome para não esqueceres dele. Narro te como uma mãe que reza perante ao túmulo de seu filho Para poder acordar vendo-o salvar o mundo.   Contudo, apenas é como eu me visto, meu Sebastião. Quem dera fosse eu Satanás, meu cristo Largava-te a menor das satisfações Com paciência de perna curta.   Aprendi que te amo a puro olhos de cria Cria essa que nunca se apegou ao mundo. Olhando seu criador aos poucos ser defunto Desejando mais do que magia de família.   Então, me perdoe meu amado Pois meu veleiro...

Autocritica

     Toda vez que fui escrever sobre algo referente a minha vida, sempre tinha a sensação quando acabava: "Eu já não escrevi isso?" Não literalmente de escrever a mesma coisa, mas passar a mesma mensagem em outro rótulo, a mesma marmita em outra embalagem, mesma baboseira mais aperfeiçoado, e depois disso tudo, percebi que: Sim.

    Porque eu como um ser que vivo muito além da tragédia do passado, que busco ler e aprender o que posso, me digo bem mais feliz do que tudo na vida, criativamente estar preso no mesmo de 9 meses atrás? Não que eu não tenha melhorado, definitivamente minha escrita melhorou, mas a vida que eu vivo nem fodendo é a mesma de antes.

    Qual o ponto de se escrever como bonzão e só escrever de mágoas? Escrever como um pastor de que todos podem fazer e ficar nesse papo furado de sempre? Os momentos que eu ficava um bom tempo sem escrever eram os mesmos que eu mais ficava feliz, não tinha que despejar tristeza e superação que eu já estou fardo de aguentar de outros, imagina de mim mesmo.

    Então que acabe essa porra de saudosismo a conquista do passado, não sou depressivo mas me forço ser em escrita porque para mim era o que mais importava. Não importa porra nenhuma o que eu superar ou passei se faço disso uma vivência eterna na minha cabeça. Digo ter superado mas escrevo apenas dessa merda.

    Então não mais, eu espero, se magoas vieram que elas sejam despejadas em palavras, mas agora não estou vivendo novas mágoas, estou revivendo de novo e de novo as magoas do passado e isso me ferra como pessoa e como artista. Pelo menos podia tar fazendo musica de black metal com isso, mas não, estou apenas escrevendo a mesma baboseira que eu imaginava ser inovador, mas não é.

    Então que se queime o passado, porque não tenho futuro se eu viver no passado. Que se queime o deboche de gente que não gosto, que eu fale do que eu goste e do que eu vivo, pois não nasci para ser Sadboy em texto. Nasci para nada, e desse nada detesto completamente viver on-repeat, que apenas surge depois de efeito de anti depressivo, sou muito mais que isso.

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