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Destaques

Figura da rua

       Sublime do apagão. Destoando de meus passos pouco vagarosos em contida frenesi dos resquícios da civilização que desordenavam meu equilíbrio de mente a uma consciência desmedida de palavras, permanecia altivo em sua postura ao olhar impassível, munido de todas as contradições que me apontavam como intruso de seu mundo. Apenas pude levar comigo os vultos desta figura plurívoca que habita as incertezas suburbanas.   

Céu sangrento

 Madeira queima, noite sangra.
Tocha queima, papel manda.
Gente queima, gente tenta, gente falha.
Papel guia, papel não ensina;.

Pessoa fala, pessoa para.
Pessoa reclama, pessoa não luta.
Pessoa quer, pessoa não faz.
Agora arvore é jaz.

Mas não percamos na paz.
Pois rancor trás rancor.
E ódio não traz amor.
Que ninguém viva mais em pavor.

9:22, 28/08/2024, Noite clara que sangra a carbono

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