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Destaques

Definhando em violetas

     Tivesse eu a chance de me arrepender, me arrependeria de muita coisa, mas não realizaria nenhum desses arrependimentos.      Pois em perrengues que me vinham que geravam outros perrengues que me fizeram um eremita obrigatório para a ironia divina me fazer descascá-los monte abaixo privilegiada aos olhos de deus numa casa de aquisição minha.      Pelas antiguidades dos corpos que moravam aqui me encontro e me ponho entre as fendas decadentes para não ser só meu, vendo os gritos que nunca tive desmoldarem entre as muvucas da existência que me afastam de entendê-la, tangendo em cinco linhas procurando humanas serem e de todas elas eu ser.      As redondezas de Decapitã não são assim entretanto. Pelas pontilhadas figuras que dão vida ao horizonte inundado de nuvens, vivendo coisas que mal lembro de serem, mas em seus movimentos alimentam o medo que tenho do meu filho.      Pela história de ser alguém me perdi pe...

Poesia contrapoesia

    Bruto como Brutus e liberto como o pássaro morto em sua gaiola, podendo enfim sonhar de voar entre os ventos e morrer como o animal que sempre sonhou ser, e não um pet como foi criado a ser.

    Encapsulado por europeus de coração de mármore por necessidade de colocar valor estético naquilo no valor de alma, sonhando em letras de um mundo simplório e estupido. Então assim sendo feito a sistematização de viés burocrática de incorporar ideias em um formato genérico, estupidamente similar uns aos outros e extremamente limitador.

    Qual o valor de rimar dor e amor além de uma pequena dose de serotonina induzida por ser prazeroso de ouvir silabas se repetindo, assim em vez do pensado se torna o arquitetado para se encaixar ao resto, tirando o possível valor literário em troca de palavras. Que com certeza apenas fazemos questão de encaixar pela simples decepção que é facilmente criada a analisar poetas do passado, porque se ele fez e ganhou mérito acadêmico e principalmente financeiro, então é só assim que a banda toca.

    Patético, desculpa para se achar inteligente por ter que pesquisar palavras que muito provavelmente não vá usar denovo porque ela é o sinônimo da que você queria usar, e bem mais estúpido quem apenas vê mal nisso.

    Estética é algo inerentemente importante para a construção de um texto, não compreendemos tudo escrito pela primeira palavra, o leitor é falho mas o escritor também é, comunicação é complicado. Então um belo tchã para um texto nada de mal faz desde que não o faça jaz. 

    Vida é curta demais pra reclamar de tudo e apreciar nada, então vem no groove

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