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Destaques

Onde está o Nilo?

       Porque ainda tenta escalar as areias do deserto? Sabes muito bem da paisagem que te aguarda. Não, não muito bem, mas bem o suficiente.      Sempre familiar o suficiente pra sustentar esquecimento, sempre diferente o suficiente para despertar o desconforto do desconhecido. Mas, é o desconhecido? Quantas moedas jogou para decidir qual lado vai, não lembra de onde veio a iniciativa? o deserto também esqueceu, ou será que ao menos tentou lembrar?      Por quatro linhas você pensa em chegar em algo, mas nessas quatros linhas não sabes aonde na linha você se encaixa. Coloque o dobro, o dobro do dobro disso, e não muda o diagnóstico da paisagem, nunca igual, nunca diferente, sempre outro monstro ao acordar.      Monstro não, não sei se cabe a definição de vida ao que te acorda com os olhos despedaçados e não sabendo se viu Jesus, o Diabo, ou uma paisagem. Ela é tão indiferente a você, mas ao mesmo tempo tão inconsequente a...

Intenção e Melhora

     O que doí mais, o ato trágico ou o sarro do ato trágico? Fui ter essa pergunta na prática hoje; Alguns meninos jogando Ping Pong e rindo da cara de um amigo meu no meio de um jogo de xadrez. O que me doeu mais naquela hora, uma bolinha que nem sente direito, ou pessoas vendo isso como motivo de piada? A falha piada, pelo menos para mim.

    Não pensei duas vezes de tacar a bolinha lá pra outra parede, e dar umas cutucadas verbais, foi a decisão certa? Não, mas me arrependo? Também não, facil ser moralista em texto mas difícil ser consistentemente na vida real, ainda mais quando é com outras pessoas para mim. 

    E depois de nós mudarmos para outro canto (longe de tais alvos de pessoas que não usam a raquete direito), fui receber uma baita bolada de vôlei na cabeça por causa de concidentemente ter um furo na rede, uma coincidência bastante cômica em retrocesso, embora não senti tão cômico assim na hora, mas achei bem impressionante de ter 2 pessoas que logo me vieram pedir desculpas sinceras. Não é todo dia que se ve algo assim.

    Momentos assim que me respondem bem a pergunta de "a intenção importa?", de que empatia não é uma raridade de gemas, não se encontra na mais funda mina sul-africana, ou em Eldorado ou muito menos em El Dorado, difícil de encontrar mas não tanto; Ser excluído por tanto tempo tanto fisicamente e digitalmente me ferro bastante algumas vezes, mas até os mais afastados por colegas de sala recebem um joinha de um desconhecido na escola, muita gente é mal mas não é todo mundo, e creio ferventemente de não ser a maioria.

    A lenta evolução que tive ao longo de anos para ser alguem mais otimista está dando belos frutos agora, cada tragédia que acontece menos vontade de chorar tenho, menos penso no mal e mais para cima eu olho, mais espero para o fim concretizar para concluir algo, mais olho a flor que existe no lixão, realmente uma evolução, uma evolução que vai continuar até o fim da minha vida, e fico feliz de ser assim. 

    A relembrança diária de que sempre temos o que melhorar, temos o que erramos e ainda vamos errar, para assim sempre podermos ficarmos felizes de ter melhorado, o gostinho de ter dado um passo a mais no processo de ser humano, e um passo para os 10% construtores que Tejon cita e recita, e fico grato de ter conhecido o mesmo, cada vez mais vejo a veracidade que ele me disse a mim, e fico feliz de existir tal veracidade, e fico feliz de sempre mudar a perspectiva sobre tais palavras, pois crescendo ou decrescendo ainda estou mudando, e assim provando ser um ser humano.

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