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Destaques

19

       Por mais de eu ter colocado o titulo desse texto como 19, retrospectivamente faria mais sentido colocar como 18, já que apenas  comecei  a ter dezenove anos de idade e justamente  acabei  de viver os meus dezoito anos por completo, mas acho que importava mais não fazer esses textos  no dia  que eu fiz esses anos todos, por mais simbólico que seja sempre achei que escrevia justamente por esse simbolismo e não necessariamente por ter algo muito bom pra escrever, por isso que sempre achava meio incompleto. Mas é bom ter esse tipo de perspectiva?      É sempre uma sensação boa (certamente de bom por ter tido e não por ter no momento) de que o que é bom não era tão bom assim ou alguma dessas auto duvidas ao crescer, sentir que sabe mais do que sabia antes, mas  sempre  é bom?       Não que eu diga isso por me sentir aflito, mas justamente por não ser tão abalável resignar aos pequenos custos...

Intenção e Melhora

     O que doí mais, o ato trágico ou o sarro do ato trágico? Fui ter essa pergunta na prática hoje; Alguns meninos jogando Ping Pong e rindo da cara de um amigo meu no meio de um jogo de xadrez. O que me doeu mais naquela hora, uma bolinha que nem sente direito, ou pessoas vendo isso como motivo de piada? A falha piada, pelo menos para mim.

    Não pensei duas vezes de tacar a bolinha lá pra outra parede, e dar umas cutucadas verbais, foi a decisão certa? Não, mas me arrependo? Também não, facil ser moralista em texto mas difícil ser consistentemente na vida real, ainda mais quando é com outras pessoas para mim. 

    E depois de nós mudarmos para outro canto (longe de tais alvos de pessoas que não usam a raquete direito), fui receber uma baita bolada de vôlei na cabeça por causa de concidentemente ter um furo na rede, uma coincidência bastante cômica em retrocesso, embora não senti tão cômico assim na hora, mas achei bem impressionante de ter 2 pessoas que logo me vieram pedir desculpas sinceras. Não é todo dia que se ve algo assim.

    Momentos assim que me respondem bem a pergunta de "a intenção importa?", de que empatia não é uma raridade de gemas, não se encontra na mais funda mina sul-africana, ou em Eldorado ou muito menos em El Dorado, difícil de encontrar mas não tanto; Ser excluído por tanto tempo tanto fisicamente e digitalmente me ferro bastante algumas vezes, mas até os mais afastados por colegas de sala recebem um joinha de um desconhecido na escola, muita gente é mal mas não é todo mundo, e creio ferventemente de não ser a maioria.

    A lenta evolução que tive ao longo de anos para ser alguem mais otimista está dando belos frutos agora, cada tragédia que acontece menos vontade de chorar tenho, menos penso no mal e mais para cima eu olho, mais espero para o fim concretizar para concluir algo, mais olho a flor que existe no lixão, realmente uma evolução, uma evolução que vai continuar até o fim da minha vida, e fico feliz de ser assim. 

    A relembrança diária de que sempre temos o que melhorar, temos o que erramos e ainda vamos errar, para assim sempre podermos ficarmos felizes de ter melhorado, o gostinho de ter dado um passo a mais no processo de ser humano, e um passo para os 10% construtores que Tejon cita e recita, e fico grato de ter conhecido o mesmo, cada vez mais vejo a veracidade que ele me disse a mim, e fico feliz de existir tal veracidade, e fico feliz de sempre mudar a perspectiva sobre tais palavras, pois crescendo ou decrescendo ainda estou mudando, e assim provando ser um ser humano.

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