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Destaques

Rascunho #1

     Em pouco a florescer, mal se via. Entre as descidas e subidas  Amontoava pela surdina a areia que vinha a vista.   Alimentada pela angustia de seu hóspede Permeia pelos quatro cantos da cela. Por vela, em terra, que não enterra  Desencadeada pelos séculos.   Vendo em parto uma fração interminável Sentiu, poliu, mesmo sendo vil. Foste dormente pelos astros, os únicos que o ouviam-te.   Pegou-a pelo pulso, a gritos Por vê-la em seu respingo Avulsa a vida, bem se via. 

Aprendi com crianças

O ódio é como amor,

motivos opostos,

efeitos análogos.

alimentados por pavor.


Falta de quem admirar,

para assim pode julgar.

Saciar o que o falta,

e um propósito sem falta.


O outro sobre sai o eu,

e nada vira meu,

mas sim teu.

Pois o eu serve ao teu.


Estúpidos e cúmplices mútuos.

Divergindo em seus frutos,

E sendo piores que crianças.

Que com suas poucas lembranças.


Valorizam como nunca o que tem,

e esquecem de mágoas como ninguém.

Que tudo é simples e bonito.

E não vivem a base de colírios.


Ingênuas como são,

ignorantes aos problemas reais e irreais.

Que apenas afogam os demais,

pena que não da pra voltar atrás.




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