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Destaques

Complexo de Interlúdio

  Olhas no meu rosto como fostes a partitura de um projeto vil. Contando em todas as pétalas do desejo o que te faz viril. Faz de seu pós o eterno pós, a mudança dos horizontes o pesadelo vivo Enganas a si e somente a si das virtudes injustiçadas pelo momento. Orando todo dia para não ser feito leito das areias Enquanto anseia a próxima vez que seus olhos torne-se musa de mascaras.   Vivo eu cá, a adornar o roteiro flácido de sua jornada como perdido. Lembro-me do teu nome para não esqueceres dele. Narro te como uma mãe que reza perante ao túmulo de seu filho Para poder acordar vendo-o salvar o mundo.   Contudo, apenas é como eu me visto, meu Sebastião. Quem dera fosse eu Satanás, meu cristo Largava-te a menor das satisfações Com paciência de perna curta.   Aprendi que te amo a puro olhos de cria Cria essa que nunca se apegou ao mundo. Olhando seu criador aos poucos ser defunto Desejando mais do que magia de família.   Então, me perdoe meu amado Pois meu veleiro...

Aprendi com crianças

O ódio é como amor,

motivos opostos,

efeitos análogos.

alimentados por pavor.


Falta de quem admirar,

para assim pode julgar.

Saciar o que o falta,

e um propósito sem falta.


O outro sobre sai o eu,

e nada vira meu,

mas sim teu.

Pois o eu serve ao teu.


Estúpidos e cúmplices mútuos.

Divergindo em seus frutos,

E sendo piores que crianças.

Que com suas poucas lembranças.


Valorizam como nunca o que tem,

e esquecem de mágoas como ninguém.

Que tudo é simples e bonito.

E não vivem a base de colírios.


Ingênuas como são,

ignorantes aos problemas reais e irreais.

Que apenas afogam os demais,

pena que não da pra voltar atrás.




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