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Destaques

Complexo de Interlúdio

  Olhas no meu rosto como fostes a partitura de um projeto vil. Contando em todas as pétalas do desejo o que te faz viril. Faz de seu pós o eterno pós, a mudança dos horizontes o pesadelo vivo Enganas a si e somente a si das virtudes injustiçadas pelo momento. Orando todo dia para não ser feito leito das areias Enquanto anseia a próxima vez que seus olhos torne-se musa de mascaras.   Vivo eu cá, a adornar o roteiro flácido de sua jornada como perdido. Lembro-me do teu nome para não esqueceres dele. Narro te como uma mãe que reza perante ao túmulo de seu filho Para poder acordar vendo-o salvar o mundo.   Contudo, apenas é como eu me visto, meu Sebastião. Quem dera fosse eu Satanás, meu cristo Largava-te a menor das satisfações Com paciência de perna curta.   Aprendi que te amo a puro olhos de cria Cria essa que nunca se apegou ao mundo. Olhando seu criador aos poucos ser defunto Desejando mais do que magia de família.   Então, me perdoe meu amado Pois meu veleiro...

Até lagrimas ensinam

     Em minha(s) experiência(s) de decadência mental, quase todas elas provocadas por ausência de remédio, voluntária ou forçada, a pior parte sempre foi apenas perceber depois de conseguir sair, o quanto podia fazer diferente e o quanto detesto ou detestei o que eu fiz, mas acho que dessa vez foi diferente, e a lição mais importante é de nunca se decidir em euforia alguma coisa; se um relacionamento não me ensinou isso, acho que um episódio depressivo agora ensina, e não foi tão ruim, mas não foi bom, mas com certeza um aprendizado dolorido, mas valioso.

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