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Destaques

Complexo de Interlúdio

  Olhas no meu rosto como fostes a partitura de um projeto vil. Contando em todas as pétalas do desejo o que te faz viril. Faz de seu pós o eterno pós, a mudança dos horizontes o pesadelo vivo Enganas a si e somente a si das virtudes injustiçadas pelo momento. Orando todo dia para não ser feito leito das areias Enquanto anseia a próxima vez que seus olhos torne-se musa de mascaras.   Vivo eu cá, a adornar o roteiro flácido de sua jornada como perdido. Lembro-me do teu nome para não esqueceres dele. Narro te como uma mãe que reza perante ao túmulo de seu filho Para poder acordar vendo-o salvar o mundo.   Contudo, apenas é como eu me visto, meu Sebastião. Quem dera fosse eu Satanás, meu cristo Largava-te a menor das satisfações Com paciência de perna curta.   Aprendi que te amo a puro olhos de cria Cria essa que nunca se apegou ao mundo. Olhando seu criador aos poucos ser defunto Desejando mais do que magia de família.   Então, me perdoe meu amado Pois meu veleiro...

20 de Novembro, um poema em andamento

 Dia de Zumbi, Dia de Zumbi.

Pensei em dedicar mais teclas a ti,

mas em mente(s) me perdi.

Espero que perdoe a mim.


Dia de Zumbi finalmente está aqui,

mas minha fé em mim parece ter sumido,

porque logo nesse dia de cantos de Marfim,

pareço não estar afim?


Enfim, mágoas machucam e saram,

as vezes só preciso de movimento.

Que nenhum diagnóstico pare minha farra.


Então que me guie Obá.

Por mares passados e futuros,

para no final parecer um vulto.

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