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Destaques

19

       Por mais de eu ter colocado o titulo desse texto como 19, retrospectivamente faria mais sentido colocar como 18, já que apenas  comecei  a ter dezenove anos de idade e justamente  acabei  de viver os meus dezoito anos por completo, mas acho que importava mais não fazer esses textos  no dia  que eu fiz esses anos todos, por mais simbólico que seja sempre achei que escrevia justamente por esse simbolismo e não necessariamente por ter algo muito bom pra escrever, por isso que sempre achava meio incompleto. Mas é bom ter esse tipo de perspectiva?      É sempre uma sensação boa (certamente de bom por ter tido e não por ter no momento) de que o que é bom não era tão bom assim ou alguma dessas auto duvidas ao crescer, sentir que sabe mais do que sabia antes, mas  sempre  é bom?       Não que eu diga isso por me sentir aflito, mas justamente por não ser tão abalável resignar aos pequenos custos...

Uma ponte na manha de cigarro

 Sol clareia luz apaga.

Mente chata, gente chata.

Mesmo com fardo, o gato afago,

Me sinto como pato, porque eu faço?


Gargalhos eu ouço e o poço olho.

Por 5 segundos humanos eu vi,

Que viveram mais do que vivi

E sofreram mais do que eu sofri.


Mas lá estavam, manhã de cigarro.

Me senti como pirralho, ingrato com o nada.

Santo que pariu essa cidade.

Nunca partiu sua humanidade.


Muralhas cada vez mais altas,

fumaça cada dia mais áspera.

Mas lá estavam, vivendo.

E eu, correndo.


Gargalhos e um pirralho.

Assim que aquela ponte estava.

No poço que eu cavava.

Assim sai do meu reino de palha,

e um sorriso cresci.

E então o resto do dia vivi.


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