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Destaques

Complexo de Interlúdio

  Olhas no meu rosto como fostes a partitura de um projeto vil. Contando em todas as pétalas do desejo o que te faz viril. Faz de seu pós o eterno pós, a mudança dos horizontes o pesadelo vivo Enganas a si e somente a si das virtudes injustiçadas pelo momento. Orando todo dia para não ser feito leito das areias Enquanto anseia a próxima vez que seus olhos torne-se musa de mascaras.   Vivo eu cá, a adornar o roteiro flácido de sua jornada como perdido. Lembro-me do teu nome para não esqueceres dele. Narro te como uma mãe que reza perante ao túmulo de seu filho Para poder acordar vendo-o salvar o mundo.   Contudo, apenas é como eu me visto, meu Sebastião. Quem dera fosse eu Satanás, meu cristo Largava-te a menor das satisfações Com paciência de perna curta.   Aprendi que te amo a puro olhos de cria Cria essa que nunca se apegou ao mundo. Olhando seu criador aos poucos ser defunto Desejando mais do que magia de família.   Então, me perdoe meu amado Pois meu veleiro...

Uma ponte na manha de cigarro

 Sol clareia luz apaga.

Mente chata, gente chata.

Mesmo com fardo, o gato afago,

Me sinto como pato, porque eu faço?


Gargalhos eu ouço e o poço olho.

Por 5 segundos humanos eu vi,

Que viveram mais do que vivi

E sofreram mais do que eu sofri.


Mas lá estavam, manhã de cigarro.

Me senti como pirralho, ingrato com o nada.

Santo que pariu essa cidade.

Nunca partiu sua humanidade.


Muralhas cada vez mais altas,

fumaça cada dia mais áspera.

Mas lá estavam, vivendo.

E eu, correndo.


Gargalhos e um pirralho.

Assim que aquela ponte estava.

No poço que eu cavava.

Assim sai do meu reino de palha,

e um sorriso cresci.

E então o resto do dia vivi.


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