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Destaques

Onde está o Nilo?

       Porque ainda tenta escalar as areias do deserto? Sabes muito bem da paisagem que te aguarda. Não, não muito bem, mas bem o suficiente.      Sempre familiar o suficiente pra sustentar esquecimento, sempre diferente o suficiente para despertar o desconforto do desconhecido. Mas, é o desconhecido? Quantas moedas jogou para decidir qual lado vai, não lembra de onde veio a iniciativa? o deserto também esqueceu, ou será que ao menos tentou lembrar?      Por quatro linhas você pensa em chegar em algo, mas nessas quatros linhas não sabes aonde na linha você se encaixa. Coloque o dobro, o dobro do dobro disso, e não muda o diagnóstico da paisagem, nunca igual, nunca diferente, sempre outro monstro ao acordar.      Monstro não, não sei se cabe a definição de vida ao que te acorda com os olhos despedaçados e não sabendo se viu Jesus, o Diabo, ou uma paisagem. Ela é tão indiferente a você, mas ao mesmo tempo tão inconsequente a...

Uma ponte na manha de cigarro

 Sol clareia luz apaga.

Mente chata, gente chata.

Mesmo com fardo, o gato afago,

Me sinto como pato, porque eu faço?


Gargalhos eu ouço e o poço olho.

Por 5 segundos humanos eu vi,

Que viveram mais do que vivi

E sofreram mais do que eu sofri.


Mas lá estavam, manhã de cigarro.

Me senti como pirralho, ingrato com o nada.

Santo que pariu essa cidade.

Nunca partiu sua humanidade.


Muralhas cada vez mais altas,

fumaça cada dia mais áspera.

Mas lá estavam, vivendo.

E eu, correndo.


Gargalhos e um pirralho.

Assim que aquela ponte estava.

No poço que eu cavava.

Assim sai do meu reino de palha,

e um sorriso cresci.

E então o resto do dia vivi.


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