Sol clareia luz apaga.
Mente chata, gente chata.
Mesmo com fardo, o gato afago,
Me sinto como pato, porque eu faço?
Gargalhos eu ouço e o poço olho.
Por 5 segundos humanos eu vi,
Que viveram mais do que vivi
E sofreram mais do que eu sofri.
Mas lá estavam, manhã de cigarro.
Me senti como pirralho, ingrato com o nada.
Santo que pariu essa cidade.
Nunca partiu sua humanidade.
Muralhas cada vez mais altas,
fumaça cada dia mais áspera.
Mas lá estavam, vivendo.
E eu, correndo.
Gargalhos e um pirralho.
Assim que aquela ponte estava.
No poço que eu cavava.
Assim sai do meu reino de palha,
e um sorriso cresci.
E então o resto do dia vivi.