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Destaques

Colchão do fundo do poço

          Eu sempre fui dar mais valor - ou pelo menos achar que tem mais valor - por ela ter um olhar negativo, pessimista. Não de que o contrário seja verdade, ou de que ter preferência ao trágico seja trágico por si só. Mas, pelo menos pra mim, acho que é muito mais um apego pra adequar o que se vê ao que se sente, justificado por um "elitismo intelectual"      Nada mais chamativo ao depressivo achar-se absolvido de culpa por uma consequência da sociedade aonde ele nada tem como agir contra, matando qualquer culpa e qualquer sonho a fim de normalizar uma dor.      Uma caricatura do que em essência somos - e sempre seremos - em podridão, podridão essa destinada a ser o fim por cantos de seu nascimento. Muito mais chamativo e de aparência "fora do comum" do que contar sobre ingenuidade, risos e o cotidiano mundano que é visto como simplório.       Então assim que eu vivi por um bom tempo, não acho que não t...

Estrelas de volta ao lar

     Fumaça vai e fumaça vem, mas foi do que se veio. Aos as estrelas piscam em seus gritos, arrebentam gaiolas que nem milenares são, ontem foi uma, amanha serão mil, mil estrelas de inatinável valor, mais densas e congruentes do que qualquer concepção humana existente em Atenas à marte.

    Gritam por seu espaço removido por terráqueos, pedindo mais beijos e desfechos com clamada terra e Terra, quantos bailes perdidos nessa santa cidade, que cada dia que passa voltam mais sua própria saudade e de bípedes minúsculos são mortas, junto a gases de mortífera quantidade.

    Pontos brancos que alimentaram e alimentam a imaginação de inúmeros, que removemos de inúmeros também, guardando a smartphones e logos, mas hoje nem tanto. Embora lá esteja apenas um pequeno pontinho, que briga para sua existência em meio a fumaça, um pontinho belo alegrando um pouco mais minha noite:


    Hoje foram quatro, amanha serão mil.

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