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Destaques

Complexo de Interlúdio

  Olhas no meu rosto como fostes a partitura de um projeto vil. Contando em todas as pétalas do desejo o que te faz viril. Faz de seu pós o eterno pós, a mudança dos horizontes o pesadelo vivo Enganas a si e somente a si das virtudes injustiçadas pelo momento. Orando todo dia para não ser feito leito das areias Enquanto anseia a próxima vez que seus olhos torne-se musa de mascaras.   Vivo eu cá, a adornar o roteiro flácido de sua jornada como perdido. Lembro-me do teu nome para não esqueceres dele. Narro te como uma mãe que reza perante ao túmulo de seu filho Para poder acordar vendo-o salvar o mundo.   Contudo, apenas é como eu me visto, meu Sebastião. Quem dera fosse eu Satanás, meu cristo Largava-te a menor das satisfações Com paciência de perna curta.   Aprendi que te amo a puro olhos de cria Cria essa que nunca se apegou ao mundo. Olhando seu criador aos poucos ser defunto Desejando mais do que magia de família.   Então, me perdoe meu amado Pois meu veleiro...

Estrelas de volta ao lar

     Fumaça vai e fumaça vem, mas foi do que se veio. Aos as estrelas piscam em seus gritos, arrebentam gaiolas que nem milenares são, ontem foi uma, amanha serão mil, mil estrelas de inatinável valor, mais densas e congruentes do que qualquer concepção humana existente em Atenas à marte.

    Gritam por seu espaço removido por terráqueos, pedindo mais beijos e desfechos com clamada terra e Terra, quantos bailes perdidos nessa santa cidade, que cada dia que passa voltam mais sua própria saudade e de bípedes minúsculos são mortas, junto a gases de mortífera quantidade.

    Pontos brancos que alimentaram e alimentam a imaginação de inúmeros, que removemos de inúmeros também, guardando a smartphones e logos, mas hoje nem tanto. Embora lá esteja apenas um pequeno pontinho, que briga para sua existência em meio a fumaça, um pontinho belo alegrando um pouco mais minha noite:


    Hoje foram quatro, amanha serão mil.

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