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Destaques

Análise Dom Casmurro - Parte 2 que nem eu ou você esperava

       Eu tenho um leve problema quando eu fui querer criar a primeira parte dessa análise - que foi assumir que eu tava falando de um livro só.      O Livro  de  Dom Casmurro é uma história efetivamente universal e transcendente de períodos históricos por sua natureza inerentemente crua, crua ao nível de ser um manuscrito que se desconhece como começou quando termina.      A evolução do autor Dom Casmurro de um leve vulto de nostalgia até uma confissão dos mais profundos segredos de Bento que o definiram como Dom Casmurro é digna de ser lida como muita coisa por muitas boas razões.      Por outro lado, e era o que eu justamente tinha mais a cabeça, era o Dom Casmurro de Machado de Assis. Machado esse que foi a mudar sua escrita ao realismo apenas aos 40 anos de seus quase 70 anos de vida      E, embora a crítica burguesa de Machado de Assis seja bem interessante, para mim que nasceu mais de um séc...

Lucidez a loucos

 Louco que de louco nada era,

mas quem que nega quem me dera.

Pedra todos tem a beça,

e cicatrizes até em sua testa.

Para curar a loucura do louco,

a sons de muita festa.


Louco a cheiro de eslavos.

Nada mais que um escravo,

servindo pecados e desencargos.

Nada mais que carne em cargo,

quem poderia curar este louco?


Baboseiras de domingo,

acompanhado por lágrimas,

pois ninguém entendia sua loucura,

tão dura em seus más feitos,

mas alegram mais que um bobo da corte.


Foi aos meus remorsos,

falando que loucura nada terá.

Tenho nada que discordo, mas o que de mim será?

O louco nem meu é, e muito menos de fé.

E logo mais vou estar em meu chalé,

e ele além dos meus remorsos.


Louco que de louco nada era,

sanus nada restou do louco apenas á fera.

Nunca agradeçeu ou orou,

família até que tinha, quem me dera,

mas lucido como meu amigo é,

jogou sua cria a Colonia,

que era mais uma Polônia.


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