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Destaques

19

       Por mais de eu ter colocado o titulo desse texto como 19, retrospectivamente faria mais sentido colocar como 18, já que apenas  comecei  a ter dezenove anos de idade e justamente  acabei  de viver os meus dezoito anos por completo, mas acho que importava mais não fazer esses textos  no dia  que eu fiz esses anos todos, por mais simbólico que seja sempre achei que escrevia justamente por esse simbolismo e não necessariamente por ter algo muito bom pra escrever, por isso que sempre achava meio incompleto. Mas é bom ter esse tipo de perspectiva?      É sempre uma sensação boa (certamente de bom por ter tido e não por ter no momento) de que o que é bom não era tão bom assim ou alguma dessas auto duvidas ao crescer, sentir que sabe mais do que sabia antes, mas  sempre  é bom?       Não que eu diga isso por me sentir aflito, mas justamente por não ser tão abalável resignar aos pequenos custos...

Lucidez a loucos

 Louco que de louco nada era,

mas quem que nega quem me dera.

Pedra todos tem a beça,

e cicatrizes até em sua testa.

Para curar a loucura do louco,

a sons de muita festa.


Louco a cheiro de eslavos.

Nada mais que um escravo,

servindo pecados e desencargos.

Nada mais que carne em cargo,

quem poderia curar este louco?


Baboseiras de domingo,

acompanhado por lágrimas,

pois ninguém entendia sua loucura,

tão dura em seus más feitos,

mas alegram mais que um bobo da corte.


Foi aos meus remorsos,

falando que loucura nada terá.

Tenho nada que discordo, mas o que de mim será?

O louco nem meu é, e muito menos de fé.

E logo mais vou estar em meu chalé,

e ele além dos meus remorsos.


Louco que de louco nada era,

sanus nada restou do louco apenas á fera.

Nunca agradeçeu ou orou,

família até que tinha, quem me dera,

mas lucido como meu amigo é,

jogou sua cria a Colonia,

que era mais uma Polônia.