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Destaques

Definhando em violetas

     Tivesse eu a chance de me arrepender, me arrependeria de muita coisa, mas não realizaria nenhum desses arrependimentos.      Pois em perrengues que me vinham que geravam outros perrengues que me fizeram um eremita obrigatório para a ironia divina me fazer descascá-los monte abaixo privilegiada aos olhos de deus numa casa de aquisição minha.      Pelas antiguidades dos corpos que moravam aqui me encontro e me ponho entre as fendas decadentes para não ser só meu, vendo os gritos que nunca tive desmoldarem entre as muvucas da existência que me afastam de entendê-la, tangendo em cinco linhas procurando humanas serem e de todas elas eu ser.      As redondezas de Decapitã não são assim entretanto. Pelas pontilhadas figuras que dão vida ao horizonte inundado de nuvens, vivendo coisas que mal lembro de serem, mas em seus movimentos alimentam o medo que tenho do meu filho.      Pela história de ser alguém me perdi pe...

Nostalgia e rodeios

    Nostalgia, em pele uma beleza, em carne um desfoque, em coração um demônio que o mente. Seja nostalgia de coisas boas que nunca existiram ou de amigos que nunca estiveram lá, formas de se iludir porque o agora é dolorido por ausência do pouco feliz em media do mais doloroso ainda. Mas o doloroso se foi, então porque voltar?

    Não sei, sozinho no meu mundo a carência me vomita sonhos bons do que nunca existiu, ou que talvez existiu mas a que custo? O pior inimigo é o que dá para confundir como aliado, como amigo, como pai.

    Desprezo quem tá do meu lado e ataco quem em meio de suas virtudes e defeitos vem me ajudar, mas acho que já está bom caçar a ovelha que era mais fofa nos meus sonhos, porque tenho mais do que valorizo ter, obrigado vida por provar minha ignorância para assim poder melhorar, espero não caçar mais rodeio, nunca mais.

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