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Destaques

19

       Por mais de eu ter colocado o titulo desse texto como 19, retrospectivamente faria mais sentido colocar como 18, já que apenas  comecei  a ter dezenove anos de idade e justamente  acabei  de viver os meus dezoito anos por completo, mas acho que importava mais não fazer esses textos  no dia  que eu fiz esses anos todos, por mais simbólico que seja sempre achei que escrevia justamente por esse simbolismo e não necessariamente por ter algo muito bom pra escrever, por isso que sempre achava meio incompleto. Mas é bom ter esse tipo de perspectiva?      É sempre uma sensação boa (certamente de bom por ter tido e não por ter no momento) de que o que é bom não era tão bom assim ou alguma dessas auto duvidas ao crescer, sentir que sabe mais do que sabia antes, mas  sempre  é bom?       Não que eu diga isso por me sentir aflito, mas justamente por não ser tão abalável resignar aos pequenos custos...

Uma espada, dois gumes e infinitas quinas.

    Eu acho que uma das frases com interpretações tão extremas é "você não é todo mundo", tão poderosa quanto destrutiva, mas sempre verdade.

    Quando eu fui interpretar ela, e toda sua bagagem de todo mundo, e não ser. Eu facilmente abracei um discurso de desistência, vida nunca foi doce mas antes estava menos ainda, e bem, tinha e tenho motivos de crer nisso, embora os motivos nunca foram tão verdadeiros quanto eu pensei.

    Não nasci ou cresci em favela, sou grato por isso, mesmo que nunca tenha sido um luxo, mas também nunca foi lixo. Mas viver sozinho e quase todos os aspectos possíveis, seja por culpa minha, de outros, ou de ninguém, é foda ter motivação depois disso.

    E eu posso perambular mais e mais nesse trajeto, mas esse não é meu ponto. Nunca vai ser a mesma visão, os mesmos detalhes, os mesmos amigos e não amigos, os estranhos e estranhados, se é que se tem um ou outro. E apenas faz sentido quando a falsidade cai e o horror aparece.

    Irônico de como você não ser todo mundo acaba sendo uma interpretação bem única, então uma interpretação que não é de todo mundo. Mas no final de conta sim, você não é todo mundo, e isso é incriável, assustador e libertador. Mas depois fica tão divertido

    O que lhe impede de negar igrejas, pastores e pastores digitais? O que lhe impede de os aderir mesmo a crenças contrárias? Ou uma mistura confusa, sensata e surpreendentemente verdadeira? Não é todo mundo de qualquer forma, e não sendo algo falta algo a ser, apenas falta o ser escolher o que quer ser.

    O que tem de valor os olhos de quem mais aponta aos outros do que a si? não penetrando nem a pele que de vida nada tem, não chega a um único pensamento. E qual o valor de ignorar tudo de outros se tudo que sabes é que nada sabes? Tudo contraditório tudo em um belo abismo.

    Não existe pessoas ou personagens que definam ou te limitam, já que você não é tais figuras, seja elas arbitrariamente melhores ou piores. Então o que se ganha por não ser todo mundo, e usar isso para se refugiar em um canto de auto-depreciação e regresso? Respostas existem, mas nenhuma justificativa, pois no final apenas perpetua o ciclo até o ciclo quebrar ou você quebrar.