Pular para o conteúdo principal

Destaques

Complexo de Interlúdio

  Olhas no meu rosto como fostes a partitura de um projeto vil. Contando em todas as pétalas do desejo o que te faz viril. Faz de seu pós o eterno pós, a mudança dos horizontes o pesadelo vivo Enganas a si e somente a si das virtudes injustiçadas pelo momento. Orando todo dia para não ser feito leito das areias Enquanto anseia a próxima vez que seus olhos torne-se musa de mascaras.   Vivo eu cá, a adornar o roteiro flácido de sua jornada como perdido. Lembro-me do teu nome para não esqueceres dele. Narro te como uma mãe que reza perante ao túmulo de seu filho Para poder acordar vendo-o salvar o mundo.   Contudo, apenas é como eu me visto, meu Sebastião. Quem dera fosse eu Satanás, meu cristo Largava-te a menor das satisfações Com paciência de perna curta.   Aprendi que te amo a puro olhos de cria Cria essa que nunca se apegou ao mundo. Olhando seu criador aos poucos ser defunto Desejando mais do que magia de família.   Então, me perdoe meu amado Pois meu veleiro...

Histórias se sobresaiem a contos de fadas

     Um dos padrões mais legais quando se aprende algum tópico ou área nova é da explosão de pensamentos e expectativas sobre o que poderia ter a aprender e a saber, e de como ele se altera em ambas as direções de impressionabilidade ao que você antes pensava, e para mim não tem exemplo melhor do que em História.

    História é uma ficção infinitamente mais interessante, que não precisa se justificar, porque realmente aconteceu, acaba sendo melhor do que contos de fadas porque muitas vezes os próprios contos são baseados em histórias ou folclores.

    E um dos ensinamentos mais importantes e bela que a história dá, é de que ninguém, nem mesmo o mais autárquico em seu poder ditatorial, chega até lá por puro idealismo e força própria, mas sim por meio de alianças, acordos e muito realismo. Seja a aliança marxista-islamista contra a oligarquia brutal dos xás da Pérsia, e depois Irã. As várias coalizões parlamentares durante a Republica Presidencialista do Chile, e inúmeros outros exemplos.

    E isso me refletiu muito bem quando fui querer realmente estudar sobre história mais vinculada com política ou próprios livros filosóficos. Que quando você tem um repertório decente de como ideias são e como elas foram, além do superficial que se vem de breves textos e notícias do agora e você engaja mais com o passado, você entende muito mais o presente e como chegou aqui, não é atoa que aprendemos sobre o passado para não repetir seus erros no futuro.

    Quanto mais tu busca saber sobre o que tu concorda e discorda em ideias amplas como ideologias de partidos políticos, você consegue formular opiniões próprias que não se baseia no "quando se teve X, Y foi para Z" ou "não gosto de X, por opinião em Y, Z", que não que sejam inválidas por si só, mas quando sua crença depende muito mais de pontos que você discorda do que você realmente concorda, ela vira algo muito mais flutuoso e sem base alguma.

    E sabendo o que é que você crê, e principalmente no que você não crê, preferencialmente não por lentes de preconceitos e supostas inferioridades, se torna difícil associar ideias e pessoas a alguma isenção de amoralidade e doutrinação, principalmente pessoas, da mesma forma que se aprende que o mundo não é feito de purpurina, se descobre que muito provavelmente, não tem ideias que se carreguem a justificar idolatração, e principalmente nenhuma pessoa no mundo, não importe o quanto você concorde, pois muito provavelmente você não a conhece, e ela com certeza não te conhece, então não se iluda com contos de fadas.

    

Postagens mais visitadas