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Destaques

Colchão do fundo do poço

          Eu sempre fui dar mais valor - ou pelo menos achar que tem mais valor - por ela ter um olhar negativo, pessimista. Não de que o contrário seja verdade, ou de que ter preferência ao trágico seja trágico por si só. Mas, pelo menos pra mim, acho que é muito mais um apego pra adequar o que se vê ao que se sente, justificado por um "elitismo intelectual"      Nada mais chamativo ao depressivo achar-se absolvido de culpa por uma consequência da sociedade aonde ele nada tem como agir contra, matando qualquer culpa e qualquer sonho a fim de normalizar uma dor.      Uma caricatura do que em essência somos - e sempre seremos - em podridão, podridão essa destinada a ser o fim por cantos de seu nascimento. Muito mais chamativo e de aparência "fora do comum" do que contar sobre ingenuidade, risos e o cotidiano mundano que é visto como simplório.       Então assim que eu vivi por um bom tempo, não acho que não t...

Histórias se sobresaiem a contos de fadas

     Um dos padrões mais legais quando se aprende algum tópico ou área nova é da explosão de pensamentos e expectativas sobre o que poderia ter a aprender e a saber, e de como ele se altera em ambas as direções de impressionabilidade ao que você antes pensava, e para mim não tem exemplo melhor do que em História.

    História é uma ficção infinitamente mais interessante, que não precisa se justificar, porque realmente aconteceu, acaba sendo melhor do que contos de fadas porque muitas vezes os próprios contos são baseados em histórias ou folclores.

    E um dos ensinamentos mais importantes e bela que a história dá, é de que ninguém, nem mesmo o mais autárquico em seu poder ditatorial, chega até lá por puro idealismo e força própria, mas sim por meio de alianças, acordos e muito realismo. Seja a aliança marxista-islamista contra a oligarquia brutal dos xás da Pérsia, e depois Irã. As várias coalizões parlamentares durante a Republica Presidencialista do Chile, e inúmeros outros exemplos.

    E isso me refletiu muito bem quando fui querer realmente estudar sobre história mais vinculada com política ou próprios livros filosóficos. Que quando você tem um repertório decente de como ideias são e como elas foram, além do superficial que se vem de breves textos e notícias do agora e você engaja mais com o passado, você entende muito mais o presente e como chegou aqui, não é atoa que aprendemos sobre o passado para não repetir seus erros no futuro.

    Quanto mais tu busca saber sobre o que tu concorda e discorda em ideias amplas como ideologias de partidos políticos, você consegue formular opiniões próprias que não se baseia no "quando se teve X, Y foi para Z" ou "não gosto de X, por opinião em Y, Z", que não que sejam inválidas por si só, mas quando sua crença depende muito mais de pontos que você discorda do que você realmente concorda, ela vira algo muito mais flutuoso e sem base alguma.

    E sabendo o que é que você crê, e principalmente no que você não crê, preferencialmente não por lentes de preconceitos e supostas inferioridades, se torna difícil associar ideias e pessoas a alguma isenção de amoralidade e doutrinação, principalmente pessoas, da mesma forma que se aprende que o mundo não é feito de purpurina, se descobre que muito provavelmente, não tem ideias que se carreguem a justificar idolatração, e principalmente nenhuma pessoa no mundo, não importe o quanto você concorde, pois muito provavelmente você não a conhece, e ela com certeza não te conhece, então não se iluda com contos de fadas.

    

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