Pular para o conteúdo principal

Destaques

19

       Por mais de eu ter colocado o titulo desse texto como 19, retrospectivamente faria mais sentido colocar como 18, já que apenas  comecei  a ter dezenove anos de idade e justamente  acabei  de viver os meus dezoito anos por completo, mas acho que importava mais não fazer esses textos  no dia  que eu fiz esses anos todos, por mais simbólico que seja sempre achei que escrevia justamente por esse simbolismo e não necessariamente por ter algo muito bom pra escrever, por isso que sempre achava meio incompleto. Mas é bom ter esse tipo de perspectiva?      É sempre uma sensação boa (certamente de bom por ter tido e não por ter no momento) de que o que é bom não era tão bom assim ou alguma dessas auto duvidas ao crescer, sentir que sabe mais do que sabia antes, mas  sempre  é bom?       Não que eu diga isso por me sentir aflito, mas justamente por não ser tão abalável resignar aos pequenos custos...

Histórias se sobresaiem a contos de fadas

     Um dos padrões mais legais quando se aprende algum tópico ou área nova é da explosão de pensamentos e expectativas sobre o que poderia ter a aprender e a saber, e de como ele se altera em ambas as direções de impressionabilidade ao que você antes pensava, e para mim não tem exemplo melhor do que em História.

    História é uma ficção infinitamente mais interessante, que não precisa se justificar, porque realmente aconteceu, acaba sendo melhor do que contos de fadas porque muitas vezes os próprios contos são baseados em histórias ou folclores.

    E um dos ensinamentos mais importantes e bela que a história dá, é de que ninguém, nem mesmo o mais autárquico em seu poder ditatorial, chega até lá por puro idealismo e força própria, mas sim por meio de alianças, acordos e muito realismo. Seja a aliança marxista-islamista contra a oligarquia brutal dos xás da Pérsia, e depois Irã. As várias coalizões parlamentares durante a Republica Presidencialista do Chile, e inúmeros outros exemplos.

    E isso me refletiu muito bem quando fui querer realmente estudar sobre história mais vinculada com política ou próprios livros filosóficos. Que quando você tem um repertório decente de como ideias são e como elas foram, além do superficial que se vem de breves textos e notícias do agora e você engaja mais com o passado, você entende muito mais o presente e como chegou aqui, não é atoa que aprendemos sobre o passado para não repetir seus erros no futuro.

    Quanto mais tu busca saber sobre o que tu concorda e discorda em ideias amplas como ideologias de partidos políticos, você consegue formular opiniões próprias que não se baseia no "quando se teve X, Y foi para Z" ou "não gosto de X, por opinião em Y, Z", que não que sejam inválidas por si só, mas quando sua crença depende muito mais de pontos que você discorda do que você realmente concorda, ela vira algo muito mais flutuoso e sem base alguma.

    E sabendo o que é que você crê, e principalmente no que você não crê, preferencialmente não por lentes de preconceitos e supostas inferioridades, se torna difícil associar ideias e pessoas a alguma isenção de amoralidade e doutrinação, principalmente pessoas, da mesma forma que se aprende que o mundo não é feito de purpurina, se descobre que muito provavelmente, não tem ideias que se carreguem a justificar idolatração, e principalmente nenhuma pessoa no mundo, não importe o quanto você concorde, pois muito provavelmente você não a conhece, e ela com certeza não te conhece, então não se iluda com contos de fadas.

    

Postagens mais visitadas