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Destaques

Definhando em violetas

     Tivesse eu a chance de me arrepender, me arrependeria de muita coisa, mas não realizaria nenhum desses arrependimentos.      Pois em perrengues que me vinham que geravam outros perrengues que me fizeram um eremita obrigatório para a ironia divina me fazer descascá-los monte abaixo privilegiada aos olhos de deus numa casa de aquisição minha.      Pelas antiguidades dos corpos que moravam aqui me encontro e me ponho entre as fendas decadentes para não ser só meu, vendo os gritos que nunca tive desmoldarem entre as muvucas da existência que me afastam de entendê-la, tangendo em cinco linhas procurando humanas serem e de todas elas eu ser.      As redondezas de Decapitã não são assim entretanto. Pelas pontilhadas figuras que dão vida ao horizonte inundado de nuvens, vivendo coisas que mal lembro de serem, mas em seus movimentos alimentam o medo que tenho do meu filho.      Pela história de ser alguém me perdi pe...

Todas as aventuras tem seus pontos finais

     Eu sigo ferventemente a filosofia de que é melhor acabar numa nota alta (ou high note) do que continuar e decaindo e deteriorando cada vez mais fora da sua origem em busca de continuar algo que cada vez mais se torna melhor na memória do que na realidade. Salva os momentos bons com um fim mais doce, muita coisa muda desde lá quando começa, e acaba sendo uma decisão mais honesta do que continuar algo sem vontade, e tudo bem, saca?

    Se isso aqui, essas aventuras, não serviu o propósito de documentar e registrar o que passo e passei, o que penso e pensava, não sei o que mais pode servir. Não me acho necessariamente iludido com escrita em geral, mas especificamente com isso, mais idealístico do que necessariamente racional, mais perguntas e respostas e menos preocupações no que realmente é, em resumo, adolescência, mas não só.

    Fim de 2023 e todo o ano de 2024 foram anos que além de minha vida não acabar, ela mudou muito drasticamente. Volta a escola e criando pela primeira vez uma vida social fora de bytes e hyperlinks, voltei a ler (e a ler mais ainda), passei de culpar regularmente os meus transtornos a trabalhar com e contornar eles quando possível, depressões passaram de diárias para cada vez mais periódicas e distantes.

    Então o Pietro que começou com desabafos junto a escritas estilo videos que eu adorava de ver quando era bem pequeno, que criaram a minha vontade de criticar e questionar o que tinha a minha volta, questionar a religiosidade, questionar o mundo a minha volta e porque ele é assim, e fico grato por todo bom e mal texto que escrevi, genuinamente.

    Fico feliz de receber poucos mais sinceros elogios por um blog que tive zero expectativa no começo, um tipo de plataforma que tive certo receio, mas não fico tão feliz e principalmente motivado a querer escrever. Não desejo ser pastor, não desejo ser messias, não desejo ser um salvador, e não desejo escrever algo que dificilmente passa de uma opinião, se eu for querer contribuir para o mundo por bem ou por mal, não desejo fazer assim.

    Quero escrever falar e fazer sabendo o que é que eu faço, quero ter o esforço maior de poucas horas escrevendo, quero deixar cá como está, e tudo bem. Agradeço aos que leram e gostaram e acabaram mudando como eu sou mais do que imaginam, talvez eu faça algo similar, provavelmente não, mas em qualquer caso, tudo está bem.

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