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Destaques

Definhando em violetas

     Tivesse eu a chance de me arrepender, me arrependeria de muita coisa, mas não realizaria nenhum desses arrependimentos.      Pois em perrengues que me vinham que geravam outros perrengues que me fizeram um eremita obrigatório para a ironia divina me fazer descascá-los monte abaixo privilegiada aos olhos de deus numa casa de aquisição minha.      Pelas antiguidades dos corpos que moravam aqui me encontro e me ponho entre as fendas decadentes para não ser só meu, vendo os gritos que nunca tive desmoldarem entre as muvucas da existência que me afastam de entendê-la, tangendo em cinco linhas procurando humanas serem e de todas elas eu ser.      As redondezas de Decapitã não são assim entretanto. Pelas pontilhadas figuras que dão vida ao horizonte inundado de nuvens, vivendo coisas que mal lembro de serem, mas em seus movimentos alimentam o medo que tenho do meu filho.      Pela história de ser alguém me perdi pe...

Clichês Rotineiros

    "Tudo que sei é que nada sei" segundo a um grego que muito pouco sabemos do que ele foi saber ao ponto de escrever. Por mais clichê que seja essa frase, ela reverbera bastante quanto mais desejo saber, como boa parte das frases clichês em geral, o que elas tem de repetição é o que elas tem de significação para justificarem serem clichês e não esquecidas.

    Quando eu fui engatinhar em criar o hábito de ler, a ânsia de querer ler logo, para terminar de ler algo logo se destacava pra cacete em retrospectiva. Começar algum hábito sempre é eufórico e consequentemente temporário, que foi algo difícil pra mim entender, ou talvez ainda nem entenda bem assim, aprender não é por acaso gradual.

    Não quer ler tenha se tornado algo ruim, mas não vem mais com a gama de dopamina de saber mais, eventualmente você se acostuma sabe? Vira rotineiro, não é nada mais exótico e não tem muito que se faça para não ser assim mais, e não que seja mal, mas depende da perspectiva pra não ser.

    Pegar o olhar de não buscar pelo prazer ou nem necessariamente pela felicidade é de certa forma entediante, mas é bom, aprender a ser clichê é bom. Já que tudo que se acentua se acentua por ser diferente do resto, e se todo o resto busca existir em picos então tudo é um mero pampas, desertificando por sua tentativa de viver ao máximo, virando assim nada.

    Não que seja algo de excelência obviamente, mas é diferente em não querer ser diferente, assim sendo libertador em seu próprio vazio de propósito, vazio que se faz falta quando o balanço vira passado e estabilidade uma doutrina. Não que seja um pensamento niilístico, muito pelo contrário, depressivo é viver no insaciável.

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