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Destaques

CHOCANTE: JORNAL IMPRESSO AINDA EXISTE?

     Uma das escolhas de hábitos menos "modernas" que eu estou a acho que uns 5 meses é o - vivo e morto material real cortado de árvore - chamado "Jornal Impresso", que a reação de algumas pessoas ao não saberem que ainda criam essas belezuras cafonas (e empresas específicas para a entrega desses papéis que, aos olhos contemporâneos, são equivalente a peças de museus)      Não minto que meu começo nessa trajetória veio muito mais pelo impulsivo ódio de hyperlinks de jornais que me pedem para pagar uma assinatura que, em minha derrocada moral, sucumbi ao nível de - além de pagar para tirar essa paywall - fui pagar pela a imprensa enviesada a ser falsiane (pela assinatura impressa mais barata que tinha)!!!       Ainda hoje tenho alguns mistérios dessas 40 e alguma coisas páginas que eu recebo na porta da minha casa toda semana, como por exemplo:      - Tem Jornal que fede mais (ou é o tapete pisoteado das mais nojentas va...

Memorial em eterna construção

     As memórias mais profundamente impactadoras podem ser as mais camufladas dentro do eu que é alguém. Se camuflando em um resto de aborto de momentos que mais infiltram a alma em contradição com o consciente do que se assume estar no passado, contorcendo em ambiguidade sorrateira, aonde apenas o futuro permite que se invada tal castelo de palha.

    A cicatriz esconde o desconforto que a provocou, ou a resolve? Se entende o que a cicatriz significa e influência depois das emoções dela surgirem. Doí mais saber o que o sofrimento fez-se perder do que ele próprio. Não que se de para culpar o olho em meio das lágrimas, seria como culpar a criança por ser infantil por natureza de seu lugar.

    Mas como o adulto perdoa a si, pela infância que provou do veneno, pecado que fez da figura de deus a semelhança dos homens. Gritos não condizem com o momento, o momento é sempre calmo e sereno. Assim, trazendo o nu, cru e amargo pelos ventos que provocam.

    Mas não, nunca vem as lagrimas, as régias que seguram a Torre de Babel em busca do melhor sereno não se destroem. Mas a água salgada esconde o terror que veio a toda luz de fertilidade do arquiteto, todos os risos e abraços, todas as vitórias e sobressaídas das derrotas, elas iluminam o cruel do efeito de ser imperfeito.

    O imperfeito pode ser aceitável, e talvez até deva, mas o imperfeito não cria perdão em seu resultado, o que há de adiantar a trilha de pântanos e sangue, amarguras e soluços. Noites sem soluções que vieram a ser tinta para planos inimagináveis em estado passado. Tudo já se foi, consolidou na memória outorgada no pretérito que se sonha ser perfeito.

    Em fim, o perfeito não é adequado a esse momento de graça de viver, pertence ao túmulo aonde o desespero de fazer finalmente se sucumbe a graça de satisfação de poder ter tido o privilégio de respirar ares.

    E essa memória encarnecida de momentos agora alheios se choca com a direção da torre, não que faça-me chorar é claro, mas seria mais fácil deixar as lágrimas virem e adiar o dia de aceitar que essa contradição existe. Entretanto, infelizmente para o agora e felizmente para o futuro, elas sangram por uma última - ou pelo menos desejo como última vez, como um resto da cicatriz, eterna em sua formação de mim e sempre mutável em sua influência que nada resta a mim se não conforma-me e tirar um sorriso disso. 

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