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Destaques

Complexo de Interlúdio

  Olhas no meu rosto como fostes a partitura de um projeto vil. Contando em todas as pétalas do desejo o que te faz viril. Faz de seu pós o eterno pós, a mudança dos horizontes o pesadelo vivo Enganas a si e somente a si das virtudes injustiçadas pelo momento. Orando todo dia para não ser feito leito das areias Enquanto anseia a próxima vez que seus olhos torne-se musa de mascaras.   Vivo eu cá, a adornar o roteiro flácido de sua jornada como perdido. Lembro-me do teu nome para não esqueceres dele. Narro te como uma mãe que reza perante ao túmulo de seu filho Para poder acordar vendo-o salvar o mundo.   Contudo, apenas é como eu me visto, meu Sebastião. Quem dera fosse eu Satanás, meu cristo Largava-te a menor das satisfações Com paciência de perna curta.   Aprendi que te amo a puro olhos de cria Cria essa que nunca se apegou ao mundo. Olhando seu criador aos poucos ser defunto Desejando mais do que magia de família.   Então, me perdoe meu amado Pois meu veleiro...

Noite de quebrar um homem

    O Sol talvez dormece, mas com certeza ainda choverá. Passo fundo nos lagos urbanos profundos, uma figura eclíptica nessa selva de pedra. Vagaroso é seu humor diante a falha dos canos do submundo, como se fosse um riacho prestes a ser nadado, ou um mal-conforme que o tempo passa e sara.

    É de cá, mas seu sorriso não se enquadra em nenhum lá, em sua energia em gritante contraste desse momento. Vira-se em carne, mas também em alma, aos que os muros dizem, gargalhando como se fosse a primeira vez, em meio a letras encharcadas com seus óculos aguados, irritantemente se destacando na paisagem, como se a rua fosse seu berço e a cidade o parquinho

    Roubando minha vista com uma áurea de brisa. Como podes me tirar da melancolia? dolorido é ter que tocá-la de novo. Memórias de um mundo que podia ter sido meu, ou pelo menos que me pertencesse. Mas lá vai ele, todo cheio de si, ousando ser feliz nessa noite de merda. Com seu olhos dorminhocos mas simpáticos que me humilham e sempre detesto, como se meu vinho tivesse futuro. Sumindo tão emblematicamente como apareceu, estragando minha bêbada poesia.

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