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Destaques

Definhando em violetas

     Tivesse eu a chance de me arrepender, me arrependeria de muita coisa, mas não realizaria nenhum desses arrependimentos.      Pois em perrengues que me vinham que geravam outros perrengues que me fizeram um eremita obrigatório para a ironia divina me fazer descascá-los monte abaixo privilegiada aos olhos de deus numa casa de aquisição minha.      Pelas antiguidades dos corpos que moravam aqui me encontro e me ponho entre as fendas decadentes para não ser só meu, vendo os gritos que nunca tive desmoldarem entre as muvucas da existência que me afastam de entendê-la, tangendo em cinco linhas procurando humanas serem e de todas elas eu ser.      As redondezas de Decapitã não são assim entretanto. Pelas pontilhadas figuras que dão vida ao horizonte inundado de nuvens, vivendo coisas que mal lembro de serem, mas em seus movimentos alimentam o medo que tenho do meu filho.      Pela história de ser alguém me perdi pe...

Domo de manhã

   Os pássaros cantam como sempre, mas esse aperto de dedos é único        

        Os muros irradiam angularmente o palco. A brisa do momento se contrapõe a corrente dos tempos, pois hoje não é qualquer dia, mas sim, o dia, aquele dia. Calem-se as mágoas que chegavam em marés, hoje o tempo é espetacular.

    O prelúdio é mero estilhaço em sua perversão de tirar a luz da magnifica estadia em Troia que hoje tentamos injuriar, passos acumulam nas calúnias que tentam permear sua cabeça em sentido a desilusão, Mas, amigos de fé, o estado que estamos não tem nenhuma forma de contra mão.

    O concreto roubou minha túnica, mas meu machado veio do ventre  

    Gatilhos se ouvem pelos corredores, mas nenhum deles devemos a miséria. Corta-me o medo que levou a segundas decisões do apocalipse que obtivemos o prazer de conseguir ouvir. O atrás não existe, NUNCA existiu, serviu apenas para mostrar o bom como mal, o bem dito como perigo, o amor como obsessão, a partitura como escritura.

     O espelho oblíquo me sente, racha ao minha dor olhar

    Então venham convosco, aperte minha mão e transforme-se em canção. Transforme sua solidão e nossa bendita comunhão, são somos em nosso sermão ao outro lado e nunca envergaremos um único ponto de covardia a salafrária fria sala que o processo nos demandam.

    Contudo, a alma se revigora de sadismo e faz-me gritar

    Nasci como bala para não ter vala, vivo para isso calhar 

    Vim a fim de sangue, meu tiro apenas perpetua o mangue do meu dever.

 

        As aves fugiram, os olhos se transbordaram a priori do fato. Entretanto, não vem de mim - mero relator - causar alguma provocação a respeito do que veio pós, a memória já me acabrunha e existo meramente para registrar a história que me passa para terceiros. 

    Contudo, garanto-te da falha dos meus glóbulos oculares, ainda intactos, que apenas um sorriso perdurou, mesmo que se desfez em passos fora da cena. 

      

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