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Destaques

Complexo de Interlúdio

  Olhas no meu rosto como fostes a partitura de um projeto vil. Contando em todas as pétalas do desejo o que te faz viril. Faz de seu pós o eterno pós, a mudança dos horizontes o pesadelo vivo Enganas a si e somente a si das virtudes injustiçadas pelo momento. Orando todo dia para não ser feito leito das areias Enquanto anseia a próxima vez que seus olhos torne-se musa de mascaras.   Vivo eu cá, a adornar o roteiro flácido de sua jornada como perdido. Lembro-me do teu nome para não esqueceres dele. Narro te como uma mãe que reza perante ao túmulo de seu filho Para poder acordar vendo-o salvar o mundo.   Contudo, apenas é como eu me visto, meu Sebastião. Quem dera fosse eu Satanás, meu cristo Largava-te a menor das satisfações Com paciência de perna curta.   Aprendi que te amo a puro olhos de cria Cria essa que nunca se apegou ao mundo. Olhando seu criador aos poucos ser defunto Desejando mais do que magia de família.   Então, me perdoe meu amado Pois meu veleiro...

Domo de manhã

   Os pássaros cantam como sempre, mas esse aperto de dedos é único        

        Os muros irradiam angularmente o palco. A brisa do momento se contrapõe a corrente dos tempos, pois hoje não é qualquer dia, mas sim, o dia, aquele dia. Calem-se as mágoas que chegavam em marés, hoje o tempo é espetacular.

    O prelúdio é mero estilhaço em sua perversão de tirar a luz da magnifica estadia em Troia que hoje tentamos injuriar, passos acumulam nas calúnias que tentam permear sua cabeça em sentido a desilusão, Mas, amigos de fé, o estado que estamos não tem nenhuma forma de contra mão.

    O concreto roubou minha túnica, mas meu machado veio do ventre  

    Gatilhos se ouvem pelos corredores, mas nenhum deles devemos a miséria. Corta-me o medo que levou a segundas decisões do apocalipse que obtivemos o prazer de conseguir ouvir. O atrás não existe, NUNCA existiu, serviu apenas para mostrar o bom como mal, o bem dito como perigo, o amor como obsessão, a partitura como escritura.

     O espelho oblíquo me sente, racha ao minha dor olhar

    Então venham convosco, aperte minha mão e transforme-se em canção. Transforme sua solidão e nossa bendita comunhão, são somos em nosso sermão ao outro lado e nunca envergaremos um único ponto de covardia a salafrária fria sala que o processo nos demandam.

    Contudo, a alma se revigora de sadismo e faz-me gritar

    Nasci como bala para não ter vala, vivo para isso calhar 

    Vim a fim de sangue, meu tiro apenas perpetua o mangue do meu dever.

 

        As aves fugiram, os olhos se transbordaram a priori do fato. Entretanto, não vem de mim - mero relator - causar alguma provocação a respeito do que veio pós, a memória já me acabrunha e existo meramente para registrar a história que me passa para terceiros. 

    Contudo, garanto-te da falha dos meus glóbulos oculares, ainda intactos, que apenas um sorriso perdurou, mesmo que se desfez em passos fora da cena. 

      

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