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Destaques

Irresolutos adeuses de lá

          Sei que riria bastante quando visse o seu túmulo com grandes iniciais e interrogações incertas de seu lugar, mas bem que poderia ter sido mais considerativo com o coração de seu melhor amigo.    Espero que tenha pensado na  melancolia latente que sua ausência foi criando em todo mundo, as incertezas diárias que emolduravam a sua falta e, embora tentássemos escondê-la no nosso dia dia, escapuliam aos ares e tirava-nos o fôlego.      Até que um dia, dos dias lá de trás, decidimos colocá-lo a sete palmos na terra e levá-lo a outro mundo. Eu não fui naquele dia, por mais que até o último minuto minha mãe queria me arrastar até ver "você" indo embora.      Espero que não se sinta mal por isso, não sei o que me deu quando a sua partida pareceu um pouco mais indeterminada do que todo mundo achava, tive medo de sentir que talvez não estivesse tão são e salvo ou tão em pé, por isso que me dei ao máximo de viver ...

Amante de platão

     Corta, bate. Corta, bate. Viva o desejo a priori singular, como piolhos desordenados, sem rumos notáveis a falar, janelas podiam ser paredes e afogariam todos iguais.

    Volta-arde, arde e volta. Pare um sonho que deixe mais saudade, mesmo que a vida aborte como uma sádica, para vingar toda solda que parte, mas a ti se faz como arte.

    Na palmas que se faz seus pinceis, alimentados pelos anseios do mundo que cortam olhos e horizontes, mas também pegam sonhos e transforma em plásticos engarrafados para o próximo bit e hit. Desonre Marte em nome de Gomorra para tecelar paraísos em meio a esteira.

     Corta fluxo e perde seus órgãos, vive como um esquizo dos esquizos, não existe toca para esse ser, não há paredes que te limitem, então ele voa. Voa após tudo que podia ser eu e viras tu, vira eu, e viras ti para virar contigo comigo. Então dancei contigo meu caro esquizo.

    E em quantas baladas e calçadas fomos! ainda aguardamos o pós do pós que faça de minha pós graduação algum sentido! Que explique o porque das células prenderem-nos em agonia de todos os males do futuro, porque só assim que o olhos se encontram.

    Contudo, tu não quis se esquizofrenizar em nosso baile. Apenas os insanos escutaram sua canção - embora os deixem turvos após se tornarem surdos. Nunca teve esteira de vida que se completou pelo esteirado. Apenas teve todos que reviram nela significados, mortes e vida.

    Perco minha face nessa valsa de dois passos e zero pernas, cintilante é a porta quando a mulher que amo sou eu. Uma pena ela ser imagem e nunca espelho, mas ainda continuo amo meu, fingindo que os cacos são de outra pele e não minha.

    Acabou a esteira, o que sobrou foi um cofre e duas portas. 

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