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Destaques

Lançado ao mar

     A noite estava sóbria, embora não fosse essa a sensação que se traduzia a carne seca. Enquanto a mente do nosso rei perambulava aos mais extensos fins da consciência, buscando um temerário fim a seus pensamentos, brisava em seu arredor o temerário momento que lá ocorreu, embora perdesse a ideia de espaço a muito tempo atrás.     Pouco refletiu  em sua frenesi materializada que agora era realidade os motivos que o levaram a esse abismo, achava que ao voltar teria o tempo para enfrentar os milhares de corpos que proferiram as maiores bênçãos e maldições que podia imaginar.      Mas não, o ao redor deu lhe em suas veias uma súbita familiaridade, pela vegetação seca da vida ainda ressentia o ar ferroso de batalhas folclóricas recitada por loucos vendados pela rua, profetizando o apocalíptico fim do prefeito tirano que retirou seu barril de residência.     O sangramento azul contornava os passos largos e abatidos de Sebastião enquan...

Rascunho #1

    
Em pouco a florescer, mal se via.
Entre as descidas e subidas 
Amontoava pela surdina
a areia que vinha a vista.
 
Alimentada pela angustia de seu hóspede
Permeia pelos quatro cantos da cela.
Por vela, em terra, que não enterra
 Desencadeada pelos séculos.
 
Vendo em parto uma fração interminável
Sentiu, poliu, mesmo sendo vil.
Foste dormente pelos astros,
os únicos que o ouviam-te.
 
Pegou-a pelo pulso, a gritos
Por vê-la em seu respingo
Avulsa a vida, bem se via. 

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